terça-feira, 31 de agosto de 2010

BRECHT: Arte, História e Poder



BRECHT: Arte, História e Poder

Prof. Ms. Agenor Bevilacqua Sobrinho

Resumo

Analisando o contexto histórico da produção da obra de Bertolt Brecht (1898-1956), investigamos sua concepção de arte, história e poder. Ademais, verificamos sua contemporaneidade em tempos de “globalização”.

Palavras-chaves

Brecht; arte; história; poder; teatro político.

http://www.uniabc.br/site/revista/pdfs/2/2.pdf



Abstract

By analyzing the historical context of the works of Bertolt Brecht (1898-1956), we investigated his conception of art, history and power. In addition, we verified their contemporaneity in the “globalized" times.

Keywords

Brecht; art; history; power;.political theater.

http://www.uniabc.br/site/revista/pdfs/2/2.pdf



Resumen

Analizando el contexto histórico de la producción de la obra de Bertolt Brecht (1898-1956), investigamos su concepción de arte, historia y poder. Además, verificamos su contemporaneidad en tiempos de “globalización”.

Palabras-llaves

Brecht; arte; historia; poder; teatro político.

http://www.uniabc.br/site/revista/pdfs/2/2.pdf



domingo, 29 de agosto de 2010

Kseniya Simonova









Kseniya Simonova, ucraniana nascida em 1985, desenhando uma série de imagens em uma mesa de areia iluminada mostrando como as pessoas comuns foram afetadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial.





Serra tem medo do Rio




Serra não pode ir ao Rio.

Pois está afogado em rejeição.


sábado, 28 de agosto de 2010

45 razões para não votar no PSDB



1) A aprovação automática continuará em São Paulo com o Arquiruim;

2) As praças de pedágios serão multiplicadas com os conservadores ganhando;

3) São Paulo não seguirá o crescimento do Brasil;

4) A construção do Metrô seguirá em ritmo de tartaruga;

5) Aula de "competência" tecnológica. Site do PSDB é sem noção. Quando a derrota se aproxima, até o webdesigner dá sumiço;

6) É preciso fazer uma pesquisa arqueológica para encontrar um comício do Serra.... O diploma dele nem se fala;

7) Presidenta Dilma está eleita. O resto é desespero do pupilo do Carlos Lacerda, O Zé Pedágio: campeão de baixarias de toda espécie;

8) Zé Pedágio é incorrigível;

9) De golpe em golpe e de dossiê em dossiê se faz um Serra;

10) É a oportunidade da população se ver livre de tantos demagogos;

11) Da dignidade dos bicudos só sobrou a careca;

12) Os demotucanos enrolam-se tanto que produzem cada vez mais armadilhas contra eles mesmos.

13) Dilma Presidenta. Dilma é 13;

14) Serra é um cadáver político. E o moribundo vai feder até a eleição. Mas vamos enterrá-lo para sempre;

15) A derrota subiu à cabeça da UDN bicuda;

16) Tentativa de golpe é mais uma das baixarias dos #conservadores/reacionários;

17) São os estertores da campanha conservadora. 3 de outubro será dia de finados para os bicudos;

18) O Serra passa a madrugada maquinando e de dia emite narcotolices com ar empolado;

19) O Coiso é insuperável. Sua rejeição é astronômica. Ele pode mais... Cair ainda mais;

20) Serra está em primeiro no campeonato mundial de rejeição;

21) Serra tem R$ 3.700.000.000 de pedágios cobrados nas estradas paulistas. E ele vai chegar já, já, aos 4 bilhões. Fora, Zé Pedágio!

22)

Chora, Serra trololó


Chora, Serra trololó

Só. Trama trololó.

Esperneia. Mas não tem paraquedas e despenca ainda mais.

Rumina a derrota. Perguntando-se porque o mundo é assim.

Rastreia a vida de todo mundo e liga para o patrão demitir.

Agora chegou a sua hora. Chora!



Eleger Mercadante para governador



PIG não suporta mais a realidade que sempre procurou esconder/distorcer.

Uma vitória acachapante dos trabalhadores vai evidenciar ainda mais o declínio do poder e da influência piguianos.

Acordem, paulistas. Nós podemos ganhar do Arquiruim, também.

Vamos arregaçar as mangas e eleger o Mercadante.


Puxa do PIG



A democratização das comunicações provoca intensa alergia no PIG.

E seus asseclas, mais realistas do que o rei, procuram mostrar toda a sua mediocridade para enfatizar seu ofício de lamber saliva.

Cala a boca, William Waack. #PuxaDoPIG.


Esfera pública x esfera mercantil



Esfera pública x esfera mercantil - Emir Sader

O neoliberalismo é a realização máxima do capitalismo: transformar tudo em mercadoria. Foi assim que o capitalismo nasceu: transformando a força de trabalho (com o fim da escravidão) e as terras em mercadorias. Sua história foi a crescente mercantilização do mundo.

A crise de 1929 - de que o liberalismo foi unanimemente considerado o responsável - gerou contratendências, todas antineoliberais: o fascismo (com forte capitalismo de Estado), o modelo soviético (com eliminação da propriedade privada dos meios de produção) e o keynesianismo (com o Estado assumindo responsabilidades fundamentais na economia e nos direitos sociais).

O capitalismo viveu seu ciclo longo mais importante do segundo pós-guerra até os anos 70. Quando foi menos liberal, foi menos injusto. Vários países – europeus, mas também a Argentina – tiveram pleno emprego, os direitos sociais foram gradualmente estendidos no que se convencionou chamar de Estado de bem-estar-social.

Esgotado esse ciclo, o diagnóstico neoliberal triunfou, voltando de longo refluxo: dizia que o que tinha levado a economia à recessão era a excessiva regulamentação. O neoliberalismo se propôs a desregulamentar, isto é, a deixar circular livremente o capital. Privatizações, abertura de mercados, “flexibilização laboral” – tudo se resume a desregulamentações.

Promoveu-se o maior processo de mercantilização que a história conheceu. Zonas do mundo não atingidas ainda pela economia de mercado (como o ex-campo socialista e a China) e objetos de que ainda usávamos como exemplos de coisas com valor de uso e sem valor de troca (como a água, agora tornada mercadoria) – foram incorporadas à economia de mercado.

A hegemonia neoliberal se traduziu, no campo teórico, na imposição da polarização estatal/privado como o eixo das alternativas. Como se sabe, quem parte e reparte fica com a melhor parte – privado – e esconde o que lhe interessa abolir – a esfera pública. Porque o eixo real que preside o período neoliberal se articula em torno de outro eixo: esfera pública/esfera mercantil.

Porque a esfera do neoliberalismo não é a privada. A esfera privada é a esfera da vida individual, da família, das opções de cada um – clube de futebol, música, religião, casa, família, etc.. Quando se privatiza uma empresa, não se colocam as ações nas mãos dos indivíduos – os trabalhadores da empresa, por exemplo -, se jogam no mercado, para quem possa comprar. Se mercantiliza o que era um patrimônio público.

O ideal neoliberal é construir uma sociedade em que tudo se vende, tudo se compra, tudo sem preço. Ao estilo shopping center. Ou do modo de vida norteamericano, em que a ambição de todos seria ascender como consumidor, competindo no mercado, uns contra os outros.

O neoliberalismo mercantilizou e concentrou renda, excluiu de direitos a milhões de pessoas – a começar os trabalhadores, a maioria dos quais deixou de ter carteira de trabalho, de ser cidadão, sujeito de direitos -, promoveu a educação privada em detrimento da publica, a saúde privada em detrimento da pública, a imprensa privada em detrimento da pública.

O próprio Estado se deixou mercantilizar. Passou a arrecadar para, prioritariamente, pagar suas dívidas, transferindo recursos do setor produtivo ao especulativo. O capital especulativo, com a desregulamentação, passou a ser o hegemônico na sociedade. Sem regras, o capital – que não é feito para produzir, mas para acumular – se transferiu maciçamente do setor produtivo ao financeiro, sob a forma especulativa, isto é, não para financiar a produção, a pesquisa, o consumo, mas para viver de vender e comprar papéis – de Estados endividados ou de grandes empresas -, sem produzir nem bens, nem empregos. É o pior tipo de capital. O próprio Estado se financeirizou.

O neoliberalismo destruiu as funções sociais do Estado e depois nos jogou como alternativa ao mercado: se quiserem, defendam o Estado que eu destruí, tornando-o indefensável; ou venham somar-se à esfera privada, na verdade o mercado disfarçado.

Mas se a esfera neoliberal é a esfera mercantil, a esfera alternativa não é a estatal. Porque há Estados privatizados, isto é, mercantilizados, financeirizados; e há Estados centrados na esfera pública. A esfera pública é centrada na universalização dos direitos. Democratizar, diante da obra neoliberal, é desmercantilizar, colocar na esfera dos direitos o que o neoliberalismo colocou na esfera do mercado. Uma sociedade democrática, posneoliberal, é uma sociedade fundada nos direitos, na igualdade dos cidadãos. Um cidadão é sujeito de direitos. O mercado não reconhece direitos, só poder de comprar, é composta por consumidores.

Na esfera da informação, houve até aqui predomínio absoluto da esfera mercantil. Para emitir noticias era necessário dispor de recursos suficientes para instalar condições de ter um jornal, um rádio, uma TV. A internet abriu espaços inéditos para a democratização da informação.

A democratização da mídia, isto é, sua desmercantilização, a afirmação do direito a expressar e receber informações pluralistas, tem que combinar diferentes formas de expressão e de mídia. A velha mídia é uma mídia mercantil, composta de empresas financiadas pela publicidade, hoje aderida ao pensamento único. Uma mídia composta por empresas dirigidas por oligarquias familiares, sem democracia nem sequer nas redações e nas pautas dos meios que a compõem.

A nova mídia, por sua vez, é uma mídia barata nos seus custos, pluralista, crítica. O novo espaço criado pelos blogueiros progressistas faz parte da esfera pública, promove os direitos de todos, a democracia econômica, política, social e cultural. A esfera pública tem expressões estatais, não- estatais, comunitárias. Todas comprometidas com os direitos de todos e não com a seletividade e a exclusão mercantil.

São definições a ser discutidas, precisadas, de forma democrática, aberta, pluralista, de um fenômeno novo, que prenuncia uma sociedade justa, solidária, soberana. A possibilidade com que estão comprometidos Dilma e Lula de uma Constituinte autônoma permite que se possa discutir e levar adiante processos de democratização do Estado, de sua reforma em torno das distintas formas de esfera pública, desmercantilizando e desfinanceirizando o Estado brasileiro.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Serra pode mais



Serra pode mais...

1) E estipula meta fácil de cumprir: perder por mais de 30.000.000 de votos da Dilma;

2) Retificando: 31.000.000; opa, 32.000.000; ou melhor. 33.000.000; quer dizer, 34.000.000; ou seja, 35.000.000; ai, meu Deus, é melhor contar logo a verdade, é mais de 36.000.000... Pronto, falei.

3) E já é bicampeão. Em renúncia: Prefeitura de SP e Governo de SP;

4) Retificando: Tricampeão. Renunciou à presidência da Une, também;

5) Prestar um grande serviço público ao país e liquidar o PSDB e o DEM ao mesmo tempo;

6) E, por isso, pode esclarecer essa história da Alston, do Metrô e outras questões nebulosas;

7) Aumentar a arrecadação das concessionárias de pedágio;

8) Reescrever o verbete "derrota avassaladora";

9) Perder por mais de 45 milhões de votos de diferença.






quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Serra é bicampeão



Serra é bicampeão.

Em renúncia: Prefeitura de SP e Governo de SP.

Serra e a derrota retumbante



Em virtude de dificuldades em sua campanha, Serra estipula aos demotucanos meta fácil de cumprir: perder por mais de 30.000.000 de votos da Dilma.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Distância em aceleração



Distância em aceleração

25.000.000 de votos separam Dilma do candidato do conservadorismo.

Por enquanto...


1) Descaso tucano com os pobres é uma das explicações.

2) O PIG dá atenção para quem fica de joelhos.

3) Quem não segue a cartilha piguiana preserva a dignidade. E se fortalece.

4) Um dos efeitos da coerência é a distância em aceleração.






Serra procura resolver o problema da rejeição recorde




Temendo que o índice de rejeição ultrapasse 50%, Serra gostaria que a eleição terminasse hoje mesmo.

TSE diz que não é casa de misericórdia.


O que é um tucano?



O que é um tucano?

Emir Sader -

Avis rara, animal político com grave risco de extinção, o tucano se diferencia dos outros animais. Identifiquemos suas características, antes que seja tarde demais:

O tucano tem certeza que tem razão em tudo o que diz e faz.

O tucano lê a Folha de São Paulo cedinho e acredita em tudo o que lê.

O tucano nunca foi à América Latina, considera o continente uma área pré-capitalista e, portanto, pré-civilizatória.

O tucano considera a Bolívia uma espécie de aldeia de xavantes e a Venezuela uma Albânia.

O tucano nunca foi a Cuba, mas achou horrível.

O tucano foi a Buenos Aires (fazer compras com a patroa), mas considera a Argentina uma província européia.

O tucano considera FHC merecedor de Prêmios Nobel – da Paz, de Literatura, de física, de química, quaisquer.

O tucano considera o povo muito ingrato, ao não reconhecer o bem que os tucanos – com FHC à cabeça - fizeram e fazem pelo país.

A cada derrota acachapante, o tucano volta à carga da mesma maneira: ele tinha razão, o povo é que não o entendeu.

O tucano acha o povo malcheiroso.

O tucano considera que São Paulo (em particular os Jardins paulistanos) o auge da civilização, de onde deve se estender para as mais remotas regiões do país, para que o Brasil possa um dia ser considerado livre da barbárie.

O tucano mora nos Jardins ou ambiciona um dia morar lá.

O tucano é branco ou se considera branco.

O tucano compra Veja, mas não lê. (Ele já leu a Folha).

O tucano tem esperança de retomar o movimento Cansei!

O tucano tem saudades de 1932.

O tucano venera Washington Luis e odeia Getúlio Vargas.

O tucano só vai a cinema de shopping.

O tucano só vai a shopping.

O tucano frequenta a Daslu, mesmo que seja por solidariedade às injustiças sofridas em função da ação da Justiça petista.

O tucano nem pronuncia o nome do Lula: fala Ele.

O tucano conhece o Nordeste pelas novelas da Globo.

O tucano dorme assistindo o programa do Jô.

O tucano acorda assistindo o Bom dia Brasil.

O tucano acha o Galvão Bueno a cara e a voz do Brasil.

O tucano recorta todos os artigos da página 2 da Folha para ler depois.

O tucano acha o Serra o melhor administrador do mundo.

O tucano acha Alckmin encantador.

O tucano tem ódio de Lula porque tem ódio do Brasil.

O tucano sempre acha que mereceria ter triunfado.

O tucano é mal humorado, nunca sorri e quando sorri – como diz The Economist sobre o candidato tucano - é assustador.

O tucano não tem espírito de humor. Também não tem motivos para achar graças das coisas. É um amargurado com o mundo e com as pessoas pelo que queria que o mundo fosse e não é.

O tucano considera a Barão de Limeira sua Meca.

O tucano acha o povo brasileiro preguiçoso. Acha que há milhões de “inimpregáveis” no Brasil.

O tucano acha a globalização “o novo Renascimento da humanidade”.

O tucano se acha.

O tucano pertence a uma minoria que acha que pode falar em nome da maioria.

O tucano é um corvo disfarçado de tucano.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Serra quer concorrer com índice de rejeição



Serra consulta o TSE para saber se pode concorrer com seu índice de rejeição.

Caso o TSE defira o pedido tucano, o Farol de Alexandria oferece sua própria rejeição, demonstrando a forte coesão nas hostes conservadoras.


Apoio das profundezas



Das profundezas do inferno, Hitler e Mussolini também expressaram o apoio veemente à candidatura do correligionário demotucano.


Mas o povo não quer saber de sandices.



A resposta aos pedágios demotucanos




R$ 3.600.000.000 para as concessionária de pedágio em São Paulo, só em 2010.

Cartão vermelho para os demotucanos.



Reféns do PIG começam a ser libertados




As relações incestuosas entre a grande mídia e os demotucanos são conhecidas.

http://ning.it/9RO2ZG

Revelam interesses recíprocos a serem preservados ou reconquistados.

http://ning.it/bavQr1

A mídia alternativa aos poucos consegue comunicar isso para as classes desfavorecidas. Vamos libertar os reféns do PIG.

http://ning.it/dcE21w



Ficha Limpa derruba Maluf



Ficha Limpa derruba Maluf

Em consequência da decisão do TRE, Maluf vai sentir na pele o que é uma sociedade que constrói leis para serem cumpridas.

O escárnio à sociedade vai sendo cada vez mais restringido.

Agora, vamos ficar atentos ao TSE.


domingo, 22 de agosto de 2010

Ainda não é hora de correr para o abraço



Ainda não é hora de correr para o abraço.

Muito bem lembrado.

A luta continua até o fechamento da última urna. Para cantar vitória é preciso lutar constantemente por ela.

Vamos continuar de mangas arregaçadas para derrotar o candidato do conservadorismo e dos reacionários e eleger Dilma, a primeira Presidenta do Brasil.



O Datafolha e os humoristas




O Datafolha quer fazer concorrência com os humoristas e alega não trabalhar para partidos políticos.

O Datafolha trabalha apenas para a oligarquia da comunicação e da política.

O receio de precisar operar oscilações de mais de 30% a uma semana da eleição, levou o instituto da família Frias a fazer um ajuste agora.

Mas podemos comemorar a cambaleante trajetória dos dois, porque a credibilidade e a referência do instituto e do jornal dos Frias encontram-se abaixo de zero, em temperatura glacial.

As mídias alternativas conseguem lutar bem nesse momento histórico e estão levando as tradicionais para as cordas e a ponto de beijarem a lona.



STF e a tortura



O STF precisa acompanhar a realidade e sair de posições que privilegiam grupos oligárquicos e os criminosos da ditadura militar.

A democracia implica necessariamente a não existência de sujeitos "intocáveis".

A cidadania precisa incorporar essas discussões em seu cotidiano para frear as sanhas contemporizadoras de magistrados que insultam a lógica e, sobretudo, os direitos humanos.


O ROTO FALANDO DO RASGADO



FOLHA JOGA 'CARGA' AO MAR EM OBITUÁRIO DE SERRA





Na corrida contra o relógio para mitigar uma credibilidade em ruína, Folha aproveita o horário eleitoral para 'convergir' suas pesquisas (Datafolha: Dilma 47% X Serra 30%) e largar a alça do esquife tucano. Seu editorial deste sábado é a mais pura expressão do clássico 'o roto falando do rasgado': o oportunismo ataca o oportunista. O jornal da família Frias se junta ao êxodo de roedores por todo o país, como se não fora a mídia demotucana o alicerce de arranque que insuflou, alimentou e deu legitimidade à construção de um antilulismo elitista, agressivo e preconceituoso, que teve na plutocracia paulista, no PSDB de São Paulo e na classe média porosa ao colunismo da Folha, seu principal polo germinador. Serra é a síntese dessa coalizão de interesses e agora estrebucha. Resta saber como reagirá ao abandono dos patrocinadores. Confira trechos do editorial: " [...] Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de “defender” o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão. “Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/… Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu.” Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira [...] em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como “Zé”, no improvável intento de redefinir sua imagem pública. Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista. Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas...'

(Carta Maior; Folha, uma credibilidade em ruína; 21/082010)




sábado, 21 de agosto de 2010

16 Pitacos



Leitura do começo para o fim ou do fim para o começo? Fique à vontade!


1 . Serra Cruz-Credo espanta até assombração. Cada vez que visita uma cidade, coleciona desaliados.

2. Advertência: Derrotox 45 é recomendado apenas para conservadores e reacionários.

3. O candidato Arquiruim também precisa da medicação.

4. Diante das notícias do compadre Datafolha, Serra anuncia importação recorde de Derrotox 45.

5. Por afinidades políticas, Berlusconi promete enviar novos carregamentos de Derrotox 45 para a campanha tucana.

6. Vamos lembrar que seu correligionário, Arquiruim, da Opus Dei, também precisa da medicação. http://ning.it/aMEVRL

7. É bom fazer um antidopping do candidato dos reacionários. O sujeito esgotou o estoque de Derrotox 45. http://ning.it/bavQr1

8. ANVISA ALERTA: Entre os efeitos colaterais do Derrotox 45, a insanidade e a senilidade são muito frequentes.

9. Doses extraordinárias de Derrotox 45 levam candidato reacionário a produzir narcotolices a granel. http://ning.it/9RO2ZG

10. Da dignidade do candidato do conservadorismo só restou a careca.

11. Serra pode mais... Baixeza é com ele mesmo.

12. O povo quer alegria e não o melancólico. O povo quer Dilma e não o Zé (Chirico, Pedágio, Medonho…).

13. O candidato do monopólio da mídia reclama de censura. Só se for contra os demais.

14. Protesto da família brasileira contra candidato aloprado e despudorado. http://ning.it/9kkeva

15. Serra está pronto para o ostracismo. Ele merece.

16. Metamorfoses políticas. Por que a gente não percebeu isso antes? http://ning.it/9HmDaT



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O tempo


O TEMPO - Agenor Bevilacqua Sobrinho


O tempo... não tem fim



O tempo...
Mata quem pensa matar o tempo.
Passa trazendo permanência e mudança.
É curto ou longo demais.
Tempera a mente.
Presente nos solicita.
Futuro nos reivindica.
Passado nos multiplica.
Pede outro tempo para ser bom tempo.
Exalta e grita.
Alegra e fala.
Amarga e chora.
Emaranha e destrincha.
Brinca.
Ratifica, retifica e claudica.
Brilha e ofusca.
Destrói e recria.
É de encontros e desencontros.
Consome e segue adiante.
Recupera e é irrecuperável.
Virou, emborcou.
Melhorou.
Envelhece.
Constrói.
Observa e compreende.
Ignora e busca.
Esgota e recomeça.
Avança e retrai.
Empresta e cobra.
É delicado e bruto.
Descobre e encobre.
Limita e espanta.
Cansa e descansa.
Morre e renasce.
Não tem fim.




Conheça como funciona a Yuan-Mind:

A Guerra de Yuan narra a história de um intrigante personagem do futuro e de um sombrio mundo de autômatos fortemente moldados e cerceados pelos meios de comunicação, cuja função massificadora é claramente ligada à concentração de um poder central nas mãos da Yuan-Mind,  empresa que controla as engrenagens do mecanismo totalizante e esmagador de Yuan.