quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Visitantes




Visitantes

Agradeço a todos(as) que visitaram estas paragens e dialogaram com inquietações múltiplas.

Que tenhamos excelente 2011 e possamos multiplicar os carinhos à enésima potência.

Felicidades e muito amor!


2011



2011


Ano da alegria
Para todos os ímpares
Desfrutar de cada momento
Sabendo que logo após a travessia
O caminho recomeça

Olhar sem se importar com os ferimentos
Lutar até a última batalha
Saber falar quando pertinente
E ser impertinente quando devido,
Ou seja, quase sempre

Mas não esquecer jamais de aprender
Procurar saciar a curiosidade
Que amanhã ela acordará sedenta outra vez
Não deixar de alimentá-la constantemente
Assim descobriremos o caminho do conhecimento.



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tubarões


Tubarões

A facilidade com que os tubarões obtêm milhões/bilhões em malas, bolsos e Bolsas é emblemático da corrupção intrínseca às instituições. A contrapartida de tudo isso é a miséria produzida por esses parasitas sociais.



A utilidade das guerras, segundo os generais


A utilidade das guerras, segundo os generais:



As guerras não podem parar


Observem o imenso desemprego que isso causaria


Os que clamam pela paz escarnecem das necessidades laborais alheias.



domingo, 26 de dezembro de 2010

Lipoaspiração cerebral. Limpador multiuso “Veja” reforça preconceito - Publicidade IV





Lipoaspiração cerebral.

Limpador multiuso “Veja” reforça preconceito.



O cenário é uma cozinha. Os objetos próprios a ela: o fogão, a coifa, a geladeira etc. estão presentes. A tarefa da personagem é limpar a cozinha, excessivamente “gordurosa”. A representação da sujeira é expressa por meio de recursos de computação gráfica, que “humanizam” esses objetos e, ao mesmo tempo, os distorcem. O fogão, por exemplo, aparece com imensos quadris; a coifa, transpira gordura por todos os seus poros; a geladeira, tem uma barriga imensa, obesa.

Insatisfeitos, seus redatores acrescentam o apelo (ou será “apelação”?): “Faça uma lipoaspiração na sua cozinha.”

Sabemos que a vaidade feminina é instada de forma reiterada com a mensagem autoritária de que se deve ter o “corpo perfeito”, quer dizer, seguir o padrão cultural imposto por aqueles que têm o poder de determinar o que é o “belo”, o “melhor” etc.

Associar a limpeza da cozinha (de seus aparelhos domésticos) à “sujeira” de quem tem peso fora do modelo imposto, é agressão que fere profundamente a vaidade das mulheres. O constrangimento social é multiplicado, pois se aduz que são “sujas” as que não fazem a lipoaspiração “redentora”.


Infrações ao Código de Ética do Conar:. Artigos 1º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 34 e 37.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ser "Amém, PIG" de carteirinha é...


Ser "Amém, PIG" de carteirinha é...


1) Bater cartão na Globo News e repetir o editorial dos Frias (a vanguarda do atraso);

2) Militar na TFP e rezar pelos camisas-verdes (ou melhor, encardidas);

3) Votar no Serra e no PSDB-Demo (para um Brasil melhor para o capital);

4) Fazer campanha contra o aborto e estimular a própria Mônica a praticá-lo;

5) Devorar Veja e acreditar que "ilustrou-se";

6) Ser reacionário, participar de ideias contrárias à maioria para estar de acordo com a minoria (pertencendo ou não a ela; neste caso, um ingênuo útil exemplar);

7) Imaginar que o Magnoli, o Mainardi e cia. são luminares do pensamento emancipatório;

8) Ler a Folha e não saber que ela apoiou materialmente o regime militar (e quando souber, se orgulhar disso);

9) Acreditar que frivolidades são adquiridas em pesquisas profundas;

10) Ver a realidade e não entender nada.


Rebeldia enlatada - Publicidade III






Rebeldia enlatada


No afã de manipular os desejos das pessoas, a publicidade não mede esforços e também não observa, muitas vezes, os mínimos preceitos éticos contidos nos artigos do Código de Ética do CONAR – Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (www.conar.org.br).


Em seu artigo 37º, o CONAR reconhece a especificidade do anúncio dirigido à criança e ao jovem, portadores de características psicológicas próprias. Para não haver abusos, o item b deste artigo assevera o respeito a ser demonstrado pela ingenuidade e credulidade, pela inexperiência e sentimento de lealdade dos menores. Não sendo admitida a ofensa ao menor (item c) e, muito menos, a possibilidade de inferiorizá-lo caso ele não consuma o produto oferecido (item d).


Caso o público-alvo (“target”) seja o jovem, os profissionais da área procuram se assenhorear do universo simbólico da juventude para forjar um processo de identificação entre o produto e seu consumidor potencial. Considerando que “as repercussões sociais da atividade publicitária reclamam a espontânea adoção de normas éticas”, convém ficarmos atentos aos que ignoram ou fazem pouco caso da legislação do setor.


Vejamos, a propósito, o exemplo recente da propaganda da Coca-cola. Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., interrompe um show e humilha um indivíduo por ele não estar com a garrafinha colecionável, destoando dos outros que exibem eufóricos o “precioso objeto”. Na cena seguinte, o rapaz já está portando o “talismã”, e, por isso, recebe o abraço de Chorão, seu ídolo.


Não é casual a citação. Ela é paradigmática de um procedimento renitente das empresas que divulgam marcas, produtos e serviços: estigmatizar os que não se padronizam; marginalizar aqueles que refletem.


Rebeldia e transgressão como marketing não passam de elementos inseridos nos códigos do mercado. Promovem o preconceito, a discriminação, a apatia e o consumo acrítico.


A inconformidade, característica inerente da juventude, é desconteudizada, esvaziada de sentido. Restando a obediência ao “rebelde”, travestido de porta-voz de interesses comerciais evidentes.


O discurso publicitário é preenchido por frases de efeito que sintetizam o que as pesquisas colheram antecipadamente. O jovem ouve à tarde o que as entrevistas coletaram pela manhã de sua boca. Promessas de entrega de desejos embalados, a demagogia é reposta constantemente com a insinuação inscrita na tarja: “nova embalagem”, “lançamento” etc.


Portanto, deve-se evitar “distorções psicológicas nos modelos e impedir a promoção de comportamentos socialmente condenáveis” (item f, do mesmo artigo 37º), como o castigo exemplar contido na referida peça publicitária do refrigerante, na qual o jovem vê tolhida sua espontaneidade para autoritariamente ser enquadrado como o suposto “exclusivo portador” da garrafinha da “felicidade sintética”. E convertido, ao final, ao credo da despersonalização estilizada, escapando do temido sentimento do jovem: ser excluído da sua “tribo”.


Temos a inversão do Zé Ninguém (1948) de Wilhelm Reich. Os verdadeiros Zés Ninguéns são transformados em seres notáveis, e o sujeito que procura preservar alguma autenticidade é catapultado para a estupidez. Para massagear o ego de seus consumidores, a publicidade banaliza e opera cirurgias mentais de um admirável mundo novo.



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Grosseria anda de chinelas. As Havaianas baixam o nível - Publicidade I


"Grosseria anda de chinelas. As Havaianas baixam o nível.”

Selton Melo, ator famoso de novela global das 20 horas, entra numa loja de departamentos. Na seção de calçados pede ao vendedor as chinelas Havaianas. O atendente não possui em seu estoque a marca, esgotada pela demanda crescente de clientes que fazem questão de levá-la. O ator diz que também faz questão. O rapaz oferece outra. A celebridade, um pouco contrariada, aceita a sugestão e põe em sua mochila o par de chinelos e se dirige para a saída sem pagar, no que é gentilmente advertido pelo vendedor.

O ator retira de sua mochila uma cueca amassada e arremessa-a de maneira brusca contra o vendedor. Encabulado, o jovem diz: “Mas isso aqui não é dinheiro.” Ao que o ator presunçoso retruca que não era preciso pagar pois as chinelas também não eram Havaianas. Mas o gesto violento não se encerra aí. O ator completa sua “mise-en-scène” jogando na direção do vendedor o par de chinelos da outra marca. A locução adverte: “Não se deixe enganar, tem que ser Havaianas!”

Como se depreende, a juventude está recebendo regras de boas maneiras.

O recurso do humor pretende aproximar a marca de um público jovem e ao mesmo tempo é trabalhado para amenizar o duro golpe desferido contra os demais fabricantes. Porém, examinemos mais de perto este caso. Simbolicamente, atirar uma cueca amassada e, possivelmente, suja, remete, também, às excreções; ao excremento. Portanto, as marcas concorrentes são chamadas, indistintamente, de “essa merda”.

Curioso. Não há meias-palavras. Tudo é dito de forma seca, firme, “jovial”. Caso o jovem se identifique com o objetivo, “bingo!”. E se não ocorrer o pretendido? Qual é a distância entre o direito de pleitear maior fatia de consumidores e o fato de pronunciar impropérios para consegui-los? Quais são os limites da agressividade?

Não se respeitam os padrões de decência que são comumente encontrados entre aqueles que a publicidade poderá atingir (artigo 22). O artigo 26 determina que “os anúncios não devem conter nada que possa conduzir à violência”. A publicidade comparativa pode ser feita (artigo 32); no caso estudado, no entanto, o confronto se dá pelo anonimato dos concorrentes, que são identificados pejorativamente.




Infrações ao Código de Ética do Conar: Artigos 2º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23, 24, 26, 34 e 37.






segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Brecht, história e o teatro épico



Baal, de Bertolt Brecht

Resumo

Este trabalho acompanha o poeta andante que devora, dança e glorifica-se. Observa o questionamento do artista sobre o preço da existência e sua disposição em pagá-lo. Ademais, analisa o apetite insaciável cujo atendimento repõe a sede de imediato.
Palavras-chaves: Baal, instintos, satisfação, associal.




Brecht: arte, História e poder

Resumo

Analisando o contexto histórico da produção da obra de Bertolt Brecht (1898-1956), investigamos sua concepção de arte, história e poder. Ademais, verificamos sua contemporaneidade em tempos de “globalização”.
Palavras-chaves: Brecht; arte; história; poder; teatro político.



Carbono 14 estético. Em busca de dramaturgos essenciais

Resumo

Com a técnica do Carbono 14 estético, este trabalho procura examinar critérios de datação de obras de dois dramaturgos brasileiros: Nelson Rodrigues e Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha). A partir de textos aqui considerados como paradigmáticos desses autores, verificamos sua atualidade ou defasagem referente ao presente contexto histórico da sociedade brasileira.
Palavras-chaves: Datação; atualidade; essencial; velho/novo.



domingo, 19 de dezembro de 2010

Cúpula tucana emite nota a respeito da eleição de Dilma Rousseff


Cúpula tucana emite nota a

respeito da eleição de Dilma Rousseff


Considerando o resultado adverso para os bicudos de todas as plumagens;


Considerando que o eixo terrestre foi removido de seu lugar natural;


Considerando que a nossa tradição, de nossa família e de nossa propriedade foi conspurcada por invasores da plebe rude e fedorenta;


Considerando que o sol não brilhará como antes com a eleição da senhora Dilma Rousseff;


Emitimos a seguinte nota a ser reproduzida em todo o PIG:


1) O uso obrigatório da burca será adiado até, pelo menos, o próximo pleito;


2) As mulheres continuarão a usar esmaltes, maquiagens e todas essas modernices;


3) A Chevron e outras Cias. adoradas e idolatradas não vão abocanhar o pré-sal, por enquanto;



Tais considerações não querem dizer que nos rendemos. Ao contrário, continuaremos em nossa marcha:


1) As igrejas, em sua santa missão, continuarão alertas a clamar contra os comunistas comedores de crianças. Em especial as de olhos azuis;


2) O PIG não descansará enquanto não provar que 1 é igual a ¼ e bolinha de papel é igual a bomba atômica, obedecendo preceito constitucional de nossa publicidade;


3) Usaremos todas as armas, lícitas ou não (mas isso não deve constar desta nota, senhor digitador; é off, entendeu?).


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai continuar aceitando os crimes dos agentes do Estado durante a ditadura militar?



O Supremo Tribunal Federal (STF) vai continuar aceitando que os crimes dos agentes do Estado durante a ditadura militar (estupros, esquartejamentos, torturas, homicídios etc.) fiquem impunes?


http://twitter.com/stf_oficial


http://www.stf.jus.br/portal/principal/principal.asp


Praça dos Três Poderes - Brasília - DF - CEP 70175-900

Telefone: (61) 3217-3000


Central de Atendimento:

(61) 3217-5965

(61) 3217-3705

(61) 3217-3684

(61) 3217-3650


Faxes para recebimento de Petições:

(61) 3321-6194

(61) 3321-6707

(61) 3217-4519


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Organizações Globo: a vanguarda do atraso


Organizações Globo: a vanguarda do atraso

Manchetes de O Globo em 2050.


1

Exclusivo: Em 2010, Serra fez acordo com empresas dos EUA para entregar jazidas de petróleo aos EUA, conforme denúncia do WikiLeaks naquele mesmo ano.


2

Em 2010, foi fraude o alegado 2º evento do objeto ‘rolo de fita crepe’. Perito que confirmou a farsa sofrerá inquérito, pois a justiça tarda mas não falha.



3

Bomba! A ficha falsa da candidata Dilma fora produzida em 2010 num dos comitês de campanha do candidato Serra, alojados no saudoso PIG, ou melhor, famigerado PIG.


4

Mea-culpa: Censuramos as informações do Censo de 2014, que confirmaram o fim da miséria no Brasil.



5

Nota de esclarecimento do Museu do Jornalismo Piguiano. As manchetes virtuais acima são exercícios de simples futurologia, porque as intermináveis contorções deste jornal para esconder e distorcer a realidade sistematicamente resultaram em seu fechamento em 2014, por falta de público interessado em ser logrado.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nissan Frontier - Agroboys: Homofobia mascarada de agressividade aos concorrentes - Publicidade II



Nissan Frontier - Agroboys

Homofobia mascarada de agressividade aos concorrentes


A publicidade adora utilizar o subterfúgio da agressividade para divulgar preconceitos.

Vamos dar um sonoro não a mais esta estratégia imberbe de ocultar as intenções inconscientes ou conscientes desses redatores de marketing vale-tudo.




domingo, 12 de dezembro de 2010

Frango, desperdício, fome, injustiça



Frango, desperdício, fome, injustiça





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010