segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ninguém está acima da lei. Mas, quem é ninguém? O que é a lei? Qual é a verdade?



Ninguém está acima da lei. Mas, quem é ninguém? O que é a lei? Qual é a verdade?
Jorge Luiz Souto Maior(*)

Para deslegitimar o ato de estudantes da USP, que se postaram contra a presença da Polícia Militar no Campus Universitário, o governador Geraldo Alckmin sentenciou: “ninguém está acima da lei”, sugerindo que o ato dos estudantes seria fruto de uma tentativa de obter uma situação especial perante outros cidadãos pelo fato de serem estudantes. Aliás, na sequência, os debates na mídia se voltaram para este aspecto, sendo os estudantes acusados de estarem pretendendo se alijar do império da lei, que a todos atinge.
Muito precisa ser dito a respeito, no entanto.
Em primeiro lugar, a expressão, “ninguém está acima da lei”, traduz um preceito republicano, pelo qual, historicamente, se fixou a conquista de que o poder pertence ao povo e que, portanto, o governante não detém o poder por si, mas em nome do povo, exercendo-o nos limites fixados por leis, democraticamente, estatuídas. O “ninguém está acima da lei” é uma conquista do povo em face dos governos autoritários. O “ninguém” da expressão, por conseguinte, é o governante, jamais o povo. Claro que nenhum do povo está acima da lei, mas a expressão não se destina a essa obviedade e sim a consignar algo mais relevante, advindo da luta republicana, isto é, do povo, para evitar a deturpação do poder.
Neste sentido, não é dado ao governante usar o preceito contra atos de manifestação popular, pois é desses atos que se constroem, democraticamente, os valores que vão se expressar nas leis que limitarão, na sequência, os atos dos governantes.
Dito de forma mais clara, a utilização do argumento da lei contra os atos populares é um ato anti-republicano, que favorece, no disfarce do império da lei, ao desmonte da contestação popular aos valores que estejam abarcados em determinadas leis.
Foi isso, aliás, o que se viu recentemente na discussão em torno do direito das pessoas de se manifestarem, de forma organizada e pacífica, contra a lei que criminaliza o uso da maconha. Todos estão sob o império da lei, mas não pode haver obstáculos institucionalizados para a discussão pública acerca da necessidade, ou não, de sua alteração.
A lei, portanto, não é ato de poder, não pertence ao governante. A lei deve ser fruto da vontade popular, fixada a partir de experiências democráticas, que tanto se estabelecem pelo meio institucionalizado da representação parlamentar quanto pelo livre pensar e pelas manifestações públicas espontâneas.
E, ademais, qual é a verdade da situação? A grande verdade é que os alunos da USP não estão querendo um tratamento especial diante da lei. Não estão pretendendo uma espécie de vácuo legal, para benefício pessoal. Para ser completamente claro, não estão querendo fumar maconha no Campus sem serem incomodados pela lei. Querem, isto sim, manifestar, democraticamente, sua contrariedade à presença da Polícia Militar no Campus Universitário, não pelo fato de que a presença da polícia lhes obsta a prática de atos ilícitos, mas porque o ambiente escolar não é, por si, um caso de polícia.
Querem pôr em discussão, ademais, a legitimidade da autorização, dada pela atual Direção da Universidade, em permitir essa presença.
A questão da legitimidade trata-se de outro preceito relevante do Estado de Direito, pois a norma legal, para ser eficaz, precisa ser fixada por quem, efetivamente, tem o poder institucionalizado, pela própria ordem jurídica, para fazê-lo e, ainda, exercer esse poder em nome dos preceitos maiores da razão democrática.
Vejamos. Alguém pode estar questionando o direito dos alunos de estarem ocupando o prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e  Ciências Humanas, sob o argumento de que não estão, pela lei, autorizados a tanto. Imaginemos, no entanto, que a Direção da Unidade tivesse concedido esta autorização. A questão, então, seria saber se quem deu a autorização tinha a legitimidade para tanto e mais se os propósitos da autorização estavam, ou não, em conformidade com os preceitos jurídicos voltados à Administração Pública.
Pois bem, o que os alunos querem é discutir se a autorização para a Polícia Militar ocupar os espaços da Universidade foi legítima e quais os propósitos dessa autorização. Diz-se que a presença da Polícia Militar se deu para impedir furtos e, até, assassinatos, o que, infelizmente, foi refletido em fatos recentes no local. Mas, para bem além disso, a presença da Polícia Militar tem servido para inibir os atos democráticos de manifestação, que, ademais, são comuns em ambientes acadêmicos, envoltos em debates políticos e reivindicações estudantis e trabalhistas. Uma Universidade é, antes, um local experimental de manifestações livres de ideias, instrumentalizadas por atos políticos, para que as leis, que servirão à limitação dos atos de nossos governantes, possam ser analisadas criticamente e aprimoradas por intermédio de práticas verdadeiramente democráticas.
A presença ostensiva da Polícia Militar causa constrangimentos a estas práticas, como, aliás, se verificou, recentemente, com a condução de vários servidores da Universidade à Delegacia de Polícia, em razão da realização de um ato de paralisação de natureza reivindicatória, o que lhes gerou, dentro da lógica de terror instaurada, a abertura de um Inquérito Administrativo que tem por propósito impingir-lhes a pena da perda do emprego por justa causa.
Dir-se-á que no evento que deu origem à manifestação dos alunos houve, de fato, a constatação da prática de um ilícito e que isso justificaria o ato policial. Mas, quantas não foram as abordagens que não geraram a mesma constatação? De todo modo, a questão é que os fins não justificam os meios ainda mais quando os fins vão muito além do que, simplesmente, evitar a prática de furtos, roubos, assassinatos e consumo de drogas no âmbito da Universidade, como se tem verificado em concreto.
Há um enorme “déficit” democrático na Universidade de São Paulo que de algum tempo para cá a comunidade acadêmica, integrada por professores, alunos e servidores, tem pretendido pôr em debate e foi, exatamente, esse avanço dessa experiência reivindicatória que motivou, em ato de represália, patrocinado pelo atual Reitor, o advento da Polícia Militar no Campus, sob a falácia da proteção da ordem jurídica.
A ocupação da Administração da FFLCH pelos alunos, ocorrida desde a última quinta-feira, não é um ato isolado, advindo de um fato determinado, fruto da busca frívola de se “fumar maconha” impunemente no Campus. Fosse somente isso, o fato não mereceria tanta repercussão. Trata-se, isto sim, do fruto da acumulação de experiências democráticas que se vem intensificando no âmbito da Universidade desde 2005, embora convivendo, é verdade, com o trágico efeito do aumento das estratégias repressoras. Neste instante, o que deve impulsionar a todos, portanto, é a defesa da preservação dos mecanismos de diálogo e das práticas democráticas. Os alunos, ademais, ainda que o ato tenha tido um estopim, estão sendo objetivos em suas reivindicações: contra a precarização dos direitos dos trabalhadores; contra a privatização do ensino público; contra as estruturas de poder arcaicas e autoritárias da Universidade, regrada, ainda, por preceitos fixados na época da ditadura militar; pela realização de uma estatuinte; e contra a presença da Polícia Militar no Campus, que representa uma forma de opressão ao debate.
O ato dos alunos, portanto, é legítimo porque seus objetivos estão em perfeita harmonia com os objetivos traçados pela Constituição da República Federativa do Brasil, que institucionalizou um Estado Democrático de Direito Social e o fato de estarem ocupando um espaço público para tanto serve como demonstração da própria origem do conflito: a falta de espaços institucionalizados para o debate que querem travar.
A ocupação não é ato de delinquência, trata-se, meramente, da forma encontrada pelos alunos para expressar publicamente o conflito que existe entre os que querem democratizar a Universidade e os que se opõem a isso em nome de interesses que não precisam revelar quando se ancoram na cômoda defesa da “lei”.
São Paulo, 30 de outubro de 2011.


(*) Professor Livre-Docente da Faculdade de Direito da USP.

Lincoln Secco: A USP deve ter autonomia, sim!


Lincoln Secco: A USP deve ter autonomia, sim!

por Lincoln Secco

Não é comum ver livros como armas. Enquanto no dia 27 de outubro de 2011 a imprensa mostrou os alunos da FFLCH da USP como um bando de usuários de drogas em defesa de seus privilégios, nós outros assistimos jovens indignados, mochila nas costas e livros empunhados contra policiais atônitos, armados e sem identificação, num claro gesto de indisciplina perante a lei. Vários alunos gritavam: “Isto aqui é um livro!”.

Curioso que a geração das redes sociais virtuais apresente esta capacidade radical de usar novos e velhos meios para recusar a violação de nossos direitos. No momento em que o conhecimento mais é ameaçado, os livros velhos de papel, encadernados, carimbados pela nossa biblioteca são erguidos contra o arbítrio.

Os policiais que passaram o dia todo da última quinta feira revistando alunos na biblioteca e nos pátios, poderiam ter observado no prédio de História e Geografia vários cartazes gigantes dependurados. Eram palavras de ordem. Algumas vetustas. Outras “impossíveis”. Muitas indignadas. E várias poéticas… É assim uma universidade.

A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem da FFLCH manchada pela ação deliberada dos seus inimigos. A Unidade que mais atende os alunos da USP, dotada de cursos bem avaliados até pelos duvidosos critérios de produtividade atuais, é uma massa desordenada de concreto com salas superlotadas e realmente inseguras. Mas ainda assim é a nossa Faculdade!

É inaceitável que um espaço dedicado à reflexão, ao trabalho, à política, às artes e também à recreação de seus jovens estudantes seja ameaçado pela força policial. Uma Universidade tem o dever de levar sua análise crítica ao limite porque é a única que pode fazê-lo. Seus equívocos devem ser corrigidos por ela mesma. Se ela é incapaz disso, não é mais uma universidade.

A USP não está fora da cidade e do país que a sustenta. Precisa sim de um plano de segurança próprio como outras instituições têm. Afinal, ninguém ousaria dizer que os congressistas de Brasília têm privilégios por não serem abordados e revistados por Policiais. A USP conta com entidades estudantis, sindicatos e núcleos que estudam a intolerância, a violência e a própria polícia.

Ela deve ter autonomia, sim. Quando Florestan Fernandes foi preso em 1964, ele escreveu uma carta ao Coronel que presidia seu inquérito policial militar explicando-lhe que a maior virtude do militar é a disciplina e a do intelectual é o espírito crítico… Que alguns militares ainda não o saibam, é compreensível. Que dirigentes universitários o ignorem, é desesperador.

Lincoln Secco  é professor livre-docente de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

domingo, 30 de outubro de 2011

Força, Lula! #ForçaLula


Força, Lula!       #ForçaLula

O povo brasileiro torce por você!

sábado, 29 de outubro de 2011

Perspectivas do PIG são as piores possíveis



Perspectivas do PIG são as piores possíveis




Numa tentativa de reviver os "tempos áureos" de 1964-1985 para a famiglia piguiana, como o período da "ditabranda" (conforme descrição dos Frias), bem como a imensa bonança obtida nos governos FHC (1944-2002) para as oligarquias (com as generosas privatizações da Vale do Rio Doce, CSN, Embraer, Light, Telebras, Banespa etc.), os dispositivos midiáticos da burguesia reúnem-se neste fim-de-semana.

Cansados de lamentar as fracassadas tentativas empreendidas antes e depois das eleições de Lula (2003-2010) para impedir a existência e, depois, o andamento de governos trabalhistas, mas já dando como fato consumado a hipótese de que "2014 já era", o CEO do PIG desde 1939, Dr. Toicinho, reclamou imaginação à indústria de crises midiáticas.

Enumerou as inúmeras necessidades de garantir os interesses das elites retrógradas e conclamou à famiglia piguiana para que "não deixe de aumentar a construção de novas tentativas golpistas, senão a Dilma ganha de novo e a gente vai ter que esperar até quando?".

Sem meias-palavras, relacionou o declínio das vendagens (os encalhes!) dos jornais e revistas dos grupos piguianos à percepção dos brasileiros sobre quais interesses "nossas publicações defendem".

As discussões são ásperas e não há previsão de quando terminará o encontro extraordinário dos "democráticos meios de comunicação brasileiros", segundo descrição de autodenominação da nota de esclarecimento da famiglia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Manifestação do Prof. Jorge Souto Maior sobre a ameaça de demissão a dirigentes do SINTUSP



Manifestação do Prof. Jorge Souto Maior, professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP e Juiz do Trabalho, sobre a ameaça de demissão a dirigentes do SINTUSP.
 
 
Atentado aos Direitos Trabalhistas na USP – de novo...


Novamente, a Universidade de São Paulo, por meio de sua Direção, visa, indevidamente, criminalizar a ação dos trabalhadores. Desta feita, pela abertura, em agosto de 2011, de um Processo Administrativo Disciplinar contra os servidores NELI MARIA PASCHOARELLI WADA, SOLANGE CONCEIÇÃO LOPES VELOSO, NAIR MARIA PEREIRA, MAGNO DE CARVALHO COSTA, MARCELLO FERREIRA DOS SANTOS, ANA MARIA DE ARAÚJO MELLO e o aluno RAFAEL FERREIRA ALVES.
Baseia-se o Processo na prática do conhecido “piquete” por parte das referidas pessoas, que visualizavam, por intermédio de tal ação, conferir efetividade a um movimento grevista.
A greve, porque provoca uma alteração no cotidiano, gera as mais diversas reações de contrariedade, sobretudo daqueles que, de certo modo, são atingidos por ela. Boa parte da inteligência humana, por conseguinte, durante muito tempo foi voltada para limitar o exercício da greve. A própria consideração da greve como direito partia dessa lógica, pois ao mesmo tempo em que tornava a greve juridicamente possível, impunha-lhe limites quase intransponíveis.
Não que direitos não possam ter limites, mas no caso da greve os limites impostos muitas vezes geram a consequência paradoxal de impedir seu efetivo exercício. O direito de greve, regulado de tal modo, era negado pelo próprio direito. Esta era, de todo modo, uma ilusão dos juristas, pois a greve, sendo, em verdade, um movimento social, tendia, e sempre tenderá, a encontrar seus próprios caminhos, até porque a greve não é um modo de solução de conflitos e sim uma forma de expressão do próprio conflito. Trata-se de um instrumento de pressão, legitimamente utilizado pelos trabalhadores, para a defesa de seus interesses.
Uma democracia verdadeira deve abarcar a possibilidade concreta de que os membros da sociedade, nos seus diversos segmentos, possam se organizar para serem ouvidos. A greve, sendo meio de expressão, é um mecanismo necessário para que a democracia atinja as relações de trabalho subordinado.
Na ordem jurídica atual conferiu-se aos trabalhadores, no choque de interesses com o empregador, o direito de buscarem melhores condições de trabalho, recriando, a partir da solução dada, a própria ordem jurídica.
Pode-se imaginar que essa “luta” por melhores condições de trabalho seja mais uma questão sociológica que jurídica, pois a todas as pessoas, mesmo nas relações civis, é dada a liberdade para defenderem seus interesses e a partir daí firmarem relações jurídicas que atendam a tais interesses. A diferença é que no Direito do Trabalho essa “luta”, ela própria, é garantida pelo direito, resultando na formação, institucional, de um direito à luta pelo direito.
É assim, portanto, que o Direito permite aos trabalhadores defenderem, por meio da greve, os interesses que considerarem relevantes para a melhoria da sua condição social e econômica, até mesmo fora do contexto da esfera obrigacional com um empregador determinado.
A greve vista pela ótica do Direito Social, consequentemente, é um instrumento a ser preservado. Ao direito não compete impedi-la e sim garantir que possa ser, efetivamente, exercida.
A greve, ademais, é um instituto de natureza coletiva, cujo titular é o sindicato. Ao empregador não assiste, ademais, o direito de manter-se em funcionamento com greve deflagrada. Conforme define o artigo 9º. da Lei n. 7.783/89, aplicável aos servidores públicos, por decisão do STJ, mesmo a continuidade das atividades essenciais depende de acordo entre o empregador e o sindicato: “Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resulte em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento.” – grifou-se
Assim, quem deve definir como os serviços essenciais serão executados, conforme dispõe a lei, é o sindicato (ou a comissão de negociação), mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador. Não será, portanto, o empregador, sozinho, que deliberará a respeito junto com os denominados empregados “fura-greves”. A manutenção das atividades do empregador, com incentivos pessoais a um pequeno número de empregados, que, individualmente, resolvem trabalhar em vez de respeitarem a deliberação coletiva, constitui uma ilegalidade, uma frustração fraudulenta ao exercício legítimo do direito de greve.
Nesse sentido, não se pode opor, no ambiente de trabalho, o direito liberal, de ir e vir, ao direito de greve, cuja deflagração se deu coletivamente. A lei, ademais, é clara quanto ao aspecto de que a continuação das atividades inadiáveis do empregador deve ser definida em negociação com o sindicato ou a comissão de negociação.
Dentro desse contexto, a atuação dos trabalhadores em greve de impedir que os “fura-greves” adentrem o local de trabalho, ou seja, a realização do conhecido “piquete”, constitui parte essencial do exercício do direito de greve.
A Direção da Universidade de São Paulo, no entanto, desatenta à ordem jurídica constitucional de índole trabalhista, quer tratar as questões pertinentes à greve como um caso de polícia, instaurando, na sequência, Processo Administrativo Disciplinar para punir os trabalhadores que tenham exercido o direito de greve em suas dependências, fragilizando, assim, igualmente, a prática democrática no seio da universidade. O mero fato de existir o Processo Administrativo em questão reflete um ato de natureza antissindical, que dificulta o diálogo e que impõe grave óbice à força reivindicatória dos trabalhadores.
Cumpre lembrar que no caso n. 1.839, julgado pelo Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho, tratando da greve dos petroleiros de 1995, o Governo brasileiro foi criticado pela dispensa de 59 trabalhadores grevistas (que, posteriormente, acabaram sendo reintegrados) e pelas multas que o Tribunal Superior do Trabalho impôs ao sindicato em razão de não ter providenciado o retorno às atividades após a declaração da ilegalidade da greve.
Já passou da hora de se compreender que os trabalhadores são cidadãos, que estão integrados, de maneira essencial, às empresas onde trabalham e que quando buscam, pela greve, melhores condições de trabalho, estão, simplesmente, estabelecendo uma forma de diálogo, utilizando um mecanismo legítimo para que sejam vistos e ouvidos.
É por demais importante compreender que a greve é um direito coletivo dos trabalhadores, inserto na lógica do Direito Social, e que, quando exercido, elimina a possibilidade de o empregador manter, por incentivos aos trabalhadores que não queiram, por qualquer motivo, aderir à greve, a sua atividade empresarial. Como dito na lei de greve, mesmo a continuidade das atividades consideradas essenciais deve ser definida em negociação com o sindicato dos trabalhadores e não mantida, à revelia do direito de greve, por intermédio daqueles que não se importam...
Em favor do respeito à ordem jurídica e em homenagem aos postulados democráticos, que não podem ser tolhidos por represálias, é essencial, portanto, que seja extinto, imediatamente, o Processo Administrativo acima referido.

São Paulo, 25 de outubro de 2010
Jorge Luiz Souto Maior

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo


Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

Nota introdutória publicada por Ladislau Dowbor em sua página:

The Network of Global Corporate Control - S. Vitali, J. Glattfelder eS. Battistoni - Sept. 2011

Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico. 

Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos" ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente, no sistemaarxiv.org 

Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).


(*) O gráfico em forma de globo mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma

A rede capitalista que domina o mundo
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça

Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.

O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.

Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.

O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.

A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.

Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.

Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.

E isso não é tudo.

Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.

"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.

E a maioria delas são bancos.

Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.

Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.

A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.

Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas

Barclays plc 
Capital Group Companies Inc 
FMR Corporation 
AXA 
State Street Corporation 
JP Morgan Chase & Co 
Legal & General Group plc 
Vanguard Group Inc 
UBS AG 
Merrill Lynch & Co Inc 
Wellington Management Co LLP 
Deutsche Bank AG 
Franklin Resources Inc 
Credit Suisse Group 
Walton Enterprises LLC 
Bank of New York Mellon Corp 
Natixis 
Goldman Sachs Group Inc 
T Rowe Price Group Inc 
Legg Mason Inc 
Morgan Stanley 
Mitsubishi UFJ Financial Group Inc 
Northern Trust Corporation 
Société Générale 
Bank of America Corporation 
Lloyds TSB Group plc 
Invesco plc 
Allianz SE 29. TIAA 
Old Mutual Public Limited Company 
Aviva plc 
Schroders plc 
Dodge & Cox 
Lehman Brothers Holdings Inc* 
Sun Life Financial Inc 
Standard Life plc 
CNCE 
Nomura Holdings Inc 
The Depository Trust Company 
Massachusetts Mutual Life Insurance 
ING Groep NV 
Brandes Investment Partners LP 
Unicredito Italiano SPA 
Deposit Insurance Corporation of Japan 
Vereniging Aegon 
BNP Paribas 
Affiliated Managers Group Inc 
Resona Holdings Inc 
Capital Group International Inc 
China Petrochemical Group Company
Fontes: 
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18798

http://arxiv.org/PS_cache/arxiv/pdf/1107/1107.5728v2.pdf

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PIG

PIG




A Folha corrida é extensa.
E o Estadão das coisas não se pode esconder.
O Globo conhece as maneiras de deturpar, omitir e mentir.
Não seja ingênuo de esperar outra coisa: Veja só dá o que tem.

Quando a famiglia é mesquinha
E se veste de azul-marinho
Em festividades frias
É porque não canta mais de galo.

Dar carona a torturadores,
Aplaudir suas sessões nada edificantes e
Às mancheias abrir os cofres,
Pois é dando que se recebe.

 E no meio do caminho havia um blogueiro sujo,
Um blogueiro sujo no meio do caminho:
Pronto a desmascarar as trapaças piguianas.
E nenhum analgésico acalmava os aborrecimentos da famiglia.


sábado, 22 de outubro de 2011

Marte repudia provável invasão tucana


Marte repudia provável invasão tucana




Enquanto os habitantes da Terra comemoram efusivamente as partidas do PIG do Brasil e do Tea Party dos EUA, recebemos notícias de imensos protestos ocorrendo no planeta Marte.

Multidão de marcianos repudia intensamente a presença  em seu campo gravitacional do PIG do Brasil e de seu modelo dos EUA, o Tea Party.

Autoridades de Marte já avisaram que não tolerarão a presença de reacionários e aconselha que a nave espacial Tucano-TeaParty mude de rumo e vá para os quintos do Universo.

Há informações de que se espalham em bilhões de planetas e galáxias o movimento “Vá para os quintos do Universo!”.

Voltaremos a qualquer momento com novas notícias sobre os protestos intergalácticos provocados pela viagem do foguete dos fundamentalistas neoliberais.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dr. Toicinho, em sua juventude, ouvindo os clamores da TFP


Dr. Toicinho, em sua juventude, ouvindo os clamores da TFP


#DrToicinho, em sua juventude, ouvindo os clamores da TFP.


Não se deve desperdiçar a juventude ouvindo bobagens.

Ainda mais consumir a vida toda com o catecismo da TFP.

Psicanalistas e psiquiatras entraram em acordo e diagnosticaram os problemas do Dr. Toicinho, CEO do PIG desde 1939.

Segundo esses especialistas, as dificuldades começaram em tenra infância, quando o pai do Dr. Toicinho obrigava o filho a repetir a saudação nazista.

Como o rapaz demonstrou simpatia imediata pelo Führer e seus trejeitos macabros, o pai lhe apresentou de chofre a versão tropical de camisas encardidas, o Anauê.

Em função do contágio familiar, não se poderia esperar outro comportamento da criatura que, ainda nas fraldas, acompanhava o pai nas inúmeras tentativas de golpes de Estado.

O destino é, em parte, traçado na infância.

Algumas vezes podemos desviar o curso das coisas.

Mas as convicções bonifascistas do Dr. Toicinho ninguém tira.

Seus afilhados que o digam.

Até mesmo uma editora situada na Avenida Marginal (muita coincidência!) tomou para si a missão de derrubar governos que não lhe apetecem.

Por outro lado, a Tea Party tupiniquim tem imensa bondade com os governos passados que preencheram extensa folha corrida para homenagear as demandas piguianas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Banco Central f.d.p.


Banco Central f.d.p.






Banco Central f.d.p.

Retirou da gente R$ 10 bilhões de uma só vez.

De nada adiantaram nossos comentaristas dizerem que o mundo ia acabar.

Da próxima vez a gente tem que espalhar que em menos de 24 horas tudo estará perdido e ninguém poderá se salvar.

Exceto se aumentarem para seu devido lugar a taxa Selic, ou seja, lá por volta de 18%, com viés de alta.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Profeta do apocalipse


Profeta do apocalipse



Conheça as razões do PIG


Confira também:

Por que o PIG não quer que a Selic caia, mas suba

62 dos 100 maiores contribuintes da CPMF jamais haviam pagado IR – Imposto de Renda.

III Curso Livre Marx-Engels
#KarlMarx
#FriedrichEngels
Assista agora! Ou vai esperar o fim do mundo para ver?

GPS de Urubóloga mostra imagem exclusiva do início do Apocalipse

#FimDoMundo e a propaganda enganosa

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por que o PIG não quer que a Selic caia, mas suba



Por que o PIG não quer que a Selic caia, mas suba




Cada 1% de queda na taxa Selic (a taxa básica de juros) representa menos R$ 20 bilhões nas mãos dos rentistas, grupo formado apenas por 20 mil famílias. Abocanham R$ 240 bilhões anuais (somente a título de juros, sem contar o principal da dívida).

O Programa BolsaFamília, que atende 50 milhões de pessoas, consome R$ 16,5 bilhões anuais.

Quando o PIG defende a alta dos juros, até o mais bobo já se deu conta: é porque o PIG é porta-voz dos interesses dos endinheirados, de conservadores e de reacionários.

Quando o PIG fala em "Banco Central independente", o PIG está dizendo: independente dos interesses populares e dependente das demandas dos rentistas.

O Banco Central deve seguir a política do governo.

O PIG perdeu a eleição com seu candidato Serra, mas imagina que pode governar de qualquer maneira por ter o monopólio dos meios de comunicação.

Basta de nutrirmos o parasitismo dos especuladores!

Lutemos para democratizar os meios de comunicação, para não ficarmos reféns das chantagens e do caos midiático produzidos pelos profetas do apocalipse piguianos.

Vamos reduzir a Selic a patamares internacionais e transferir a economia obtida para acabar com a vergonha da miséria e da desigualdade social.

Já passou da hora de regulamentar artigos da Constituição que se referem à taxação das grandes fortunas.

Por que apenas os salários são descontados na fonte?

Taxação para os rentistas na fonte, imediatamente!

O povo terá mais recursos para suas necessidades e será mais feliz.

Ao PIG, restará grunhir, guinchar, roncar...



Confira:

62 dos 100 maiores contribuintes da CPMF jamais haviam pagado IR – Imposto de Renda.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

O mundo diz não aos capitalistas


O mundo diz não aos capitalistas


La Puerta del Sol - Espanha 


Ocupa Wall Street




Ocupa o mundo


Rentistas e seus bolsos empanturrados
Fabricam desemprego e miséria em escala global.
Vamos dar um basta à ganância deles e à pusilanimidade dos governos.

"Da indignação à ação.

As nossas vidas ou os lucros deles.”



sábado, 15 de outubro de 2011

Inside Jobs - Legendas em português / Subtítulos en español


Inside Jobs




Legendas em português


Através de uma pesquisa extensiva e entrevistas com economistas, políticos e jornalistas, "Inside Job - A Verdade da Crise" mostra-nos as relações corruptas existentes entre as várias partes da sociedade. Narrado pelo ator Matt Damon e realizado por Charles Fergunson, este é o primeiro filme que expõe a verdade acerca da crise económica de 2008. A catástrofe, que custou mais de US$20 trilhões, fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

15 de outubro – Unidos por uma mudança global


15 de outubro – Unidos por uma mudança global




Em 15 de outubro, pessoas de todo o mundo ocuparão as ruas e as praças. Da América a Ásia, da África a Europa, o povo está se levantando para reclamar seus direitos e exigir uma autêntica democracia. Chegou o momento de nos unirmos em um protesto não violento em escala global. Os poderes estabelecidos atuam em benefício de poucos, ignorando a vontade da grande maioria, sem se importar com os custos humanos ou ecológicos que tenhamos que pagar. Temos que dar um basta a esta intolerável situação.

Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos e às elites financeiras a quem eles servem, que agora somos nós, as pessoas, que decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias em mãos de políticos e banqueiros que não nos representam.

Em 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para pôr em marcha a mudança global que queremos. Vamos nos manifestar pacificamente, debateremos e nos organizaremos até conseguir isso.

É hora de nos unirmos. É hora de nos escutarem.

Tomemos as ruas do mundo em 15 de outubro!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Favor não mexer no ninho da dinheirama paulista


Favor não mexer no ninho da dinheirama paulista



Favor não mexer.

Dinheiro contado, separado e reservado a (compra de) emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Uma Assembleia cada vez melhor!


Segundo um parlamentar paulista, existe um comércio de compra e venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo.


Estamos ansiosos para saber quem são aqueles que expressam tanta generosidade e gratidão pelas ações de nossos deputados.

Queremos ainda que os agraciados tenham seus nomes publicados nas edições dos periódicos piguianos, exemplos de meios de comunicação tão ciosos da moralidade e dos bons costumes.

Será que os veículos do PIG lançarão editoriais virulentos contra a corrupção no ninho paulista?

Vamos aguardar os próximos capítulos da dinheirama em ninho paulista.

É semanal, mensal ou anual o “suposto” bônus dado aos deputados?

Vamos estudar essas questões, pois podem cair no ENEM 2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

CSI: Miami no Brasil



CSI: Miami no Brasil



Minha casa foi invadida e furtada por bandidos neste mês.
Reviraram tudo e subtraíram bens.
Deixaram impressões digitais nos vidros e em toda parte.
Solicitada a perícia, o policial respondeu-me:
“Tá pensando que é CSI: Miami?”

A banalização da violência chegou a tal ponto que apenas contribuí com a estatística.
Nada de recolher digitais ou investigar. É muito oneroso!
Formulários foram preenchidos e nada resultou de válido.
Penas menores de 4 anos dão direito a responder o processo em liberdade.
Deve ser um estímulo à atividade, para o sujeito não desistir de cometer outros delitos.

Quando preso, o indivíduo ainda recebe um auxílio reclusão.
Pago por mim, por você e por todo mundo que trabalha.
Afinal, devemos contribuir para a família do marginal que deixou de se apossar de renda alheia.
Mas vai continuar a recebê-la por meio de vias oficiais: o imposto que pagamos para demonstrar nossa gratidão pelo que fizeram conosco.
Nada de justiça. Por que prender o “coitado”?
O certo é oferecer a outra face, ou seja, pagar em dia o auxilio reclusão e demais despesas para o encarcerado proprietário de direitos.
Nós somos exclusivamente proprietários de obrigações.

E o auxílio para as vítimas?
Ah, não está previsto na legislação!
Nossa, que pena!
Saudações, Secretaria de “Segurança” Pública.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PIG - Biografia não autorizada do Dr Toicinho



PIG - Biografia não autorizada do Dr. Toicinho



Exclusivo: Todas as trapaças do Dr. Toicinho, CEO do PIG desde 1939;

As participações nos golpes de Estado;

As diversas tramoias;

Os planos dos golpes em planta baixa (baixaria é com o PIG mesmo);

Os acordos para se apropriar de fundos públicos;

Como se produz um monopólio de comunicações de abrangência continental;

Os amigos generais e as facilidades dos palácios;

As privatizações e o bico grande.

Revelações imperdíveis!




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.



BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
             





Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
        
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
        
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
        
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
        
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
        
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
        
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
        
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
        
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
        
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
        
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
        
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
        
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
        
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
        
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
 Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
        
  Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
        
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
        
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
        
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
        
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
        
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
        
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
        
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
             Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
        
FIM







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