terça-feira, 27 de março de 2012

Manifestações contra os financiadores da tortura


Manifestações contra os financiadores da tortura



Não financie a impunidade.
Não compre produtos de empresas que
deram suporte à ditadura militar.

Apoiadores:
Os jornais acima, entre outros, apoiaram o regime militar


Manifestações contra os financiadores da tortura, também!

As manifestações organizadas pelo Levante Popular da Juventude contra torturadores, ocorridas em diversas cidades brasileiras, são bastante salutares.

Gostaríamos de participar também de outras que expusessem os financiadores da tortura.

Aqueles que forneceram infraestrutura para os praticantes dos atos ignóbeis, e, portanto, seus cúmplices.

Os que se locupletaram com o terrorismo de Estado e receberam benesses diversas do regime militar.

Os mesmos que agora se acovardam e, numa atitude alheia à realidade, ou negam as ocorrências de seus crimes ou simplesmente recomendam o esquecimento sem nenhum tipo de exame das atrocidades praticadas, pois investigações "poderiam gerar crises institucionais".

Pensamos completamente diferente.

O Brasil deve respeitar a verdade.

Não pode mais conviver com a impunidade.

Não há prescrição para os crimes perpetrados pelos facínoras.

Todo apoio à Comissão da Verdade!





Apoiadores:
O sr. da direita, dono da TV Globo, apoiou o regime militar






Henning Albert Boilesen (Copenhague, 1916 - São Paulo, 15 de abril de 1971) foi um empresário dinamarquês radicado no Brasil, presidente da Ultragás, e acusado por militantes de esquerda de ser um dos financiadores da Operação Bandeirante, de ensinar técnicas de torturas e de ser agente da CIA. 




Manifestação contra torturadores:
Eles não pagaram pelos seus crimes

Manifestação contra torturadores:
Você acha que alguém que estupra, sequestra e mata deve ficar impune?



Acompanhe outras intervenções:


Covardes fardados ou de pijamas

General de pijama

Relações da Folha de S. Paulo com o regime militar

A direita brasileira, patrocinadora do golpe de 1964 e de suas mazelas, deve indenizar o povo. PIG, pague por seus crimes!

Folha da Oligarquia documento 19 03 2012

Salmo da Rede Globo: do golpe de 1964 até sempre. O golpe é o meu guia, nada me faltará

Golpe de 1964 - O apoio da Rede Globo, da Folha de São Paulo, do Estadão (PIG)



Grupo realiza protestos contra torturadores em várias cidades

O Levante Popular da Juventude realizou manifestações em várias capitais brasileiras na frente de residências e locais de trabalho de ex-militares e policiais acusados da prática de tortura durante a ditadura. Em São Paulo, protesto ocorreu em frente à empresa do delegado aposentado David dos Santos de Araújo, acusado pelo Ministério Público Federal de participar de torturas e assassinatos.

São Paulo - Às vésperas da data que marca os 48 anos do golpe militar no Brasil, um grupo de jovens iniciou nesta segunda-feira (26) uma série de ações que buscam dar visibilidade à impunidade de torturadores e acusados de outros crimes durante a ditadura ainda vivos. O Levante Popular da Juventude realizou "escrachos" em algumas capitais do país, como forma de denunciar os acusados desses crimes na frente de suas casas ou empresas.

O pano de fundo das manifestações é o início dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, que ainda não foi instaurada pela presidenta Dilma Roussef (PT). Além de recentes pronunciamentos do Clube Militar contrários à comissão, os militares ensaiam realizar diversas “comemorações”, o que acirra mais o embate.

Na capital paulista, cerca de 150 jovens, que apoiam a Comissão e pedem julgamento dos torturadores, se concentraram na frente da empresa de segurança Dacala, na avenida Vereador José Diniz. O dono é o delegado aposentado David dos Santos de Araújo, acusado pelo Ministério Público Federal de participar de torturas e assassinatos.

O “Capitão Lisboa”, como era conhecido, é acusado de ser um dos torturadores do Doi-Codi. O panfleto distribuído no ato afirma que David também é conhecido pelos estupros de filhos de pessoas que assassinou durante a ditadura civil-militar. E estampa as logomarcas da Anhanguera Educacional, Banco Safra, Banco Itaú, Jac Motors e Ford, empresas que são clientes de sua empresa de segurança.

Os 70 jovens participantes do ato em Porto Alegre foram à frente da residência do coronel Carlos Alberto Ponzi, na rua Casemiro de Abreu, 619. O ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) em Porto Alegre é acusado pela justiça italiana pelo desaparecimento do militante Lorenzo Ismael Viñas, capturado ao tentar atravessar a ponte que liga Uruguaiana à Paso de Los Libres (Argentina), em 26 de junho de 1980, durante a Operação Condor. O crime foi cometido depois da assinatura da Lei de Anistia, feita em 1979.

Em Belo Horizonte o grupo denunciou Ariovaldo da Hora e Silva, em sua residência na rua Biagio Polizzi, 240. Ele é acusado de torturar Afonso Celso Lana Leite, Cecílio Emigdio Saturnino, Jaime de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo e outros, quando era investigador da Polícia Federal. Segundo o livro Brasil Nunca Mais, Ariovaldo também é responsável pela morte de João Lucas Alves.

Adriano Bessa, acusado de ser um delator e prestador de serviços durante o período militar, foi o alvo dos 80 manifestantes em Belém do Pará. O Levante Popular da Juventude também realizou escrachos na Bahia e no Ceará.

“Comemorações”
Os militares, aposentados ou não, realizarão uma série de atividades que remetem ao golpe de estado. O Círculo Militar de Campinas realizará um lançamento do livro “Médici – a verdadeira história”, com a presença do filho do ex-presidente ditador Emílio Garrastazu Médici. A atividade é organizada em parceria com o Grupo Inconfidentes, uma organização saudosista de militares.

Em São Paulo, o Círculo Militar organizará uma festa no dia 31, chamada “Viagem no túnel do tempo”. O Clube Militar do Rio de Janeiro organiza o evento “1964 – A Verdade”, no dia 29.

Organizações de esquerda pretendem organizar ações de contraponto a essas. Uma delas é o bem humorado Cordão da Mentira, que se concentrará no dia 1° de abril, às 11h30, no Cemitério da Consolação. “Povoemos os porões do imaginário, com tudo aquilo que a ditadura encarcerou na sua cultura! Levemos pra lá o samba dos cordões, as imagens censuradas, as bocas amordaçadas. Fantasiemos as ruas com seus símbolos de opressão! Enganemos a todos com as farsas de nossa história!”, diz o manifesto que convoca o batuque.


Fotos: Protesto realizado em frente à casa do ex-chefe do SNI em Porto Alegre (Foto: Leandro Silva) 



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