quinta-feira, 22 de março de 2012

Uniesp deve explicações à sociedade


Uniesp deve explicações à sociedade




Os conglomerados educacionais enriquecem com subsídios estatais.
Muitas vezes, porém, não pagam salários aos professores.
Contratam mestres e doutores antes da fiscalização do MEC.
Logo em seguida, os mais titulados são demitidos para “enxugar” custos.

Pesadelo para centenas de educadores, a Anhanguera Educacional praticamente monopolizou o serviço na região do ABC de São Paulo. Comprou diversas instituições (Uniban, UniABC, Faenac, UniA, Faculdade Anchieta...) e desligou mais de 600 professores, que cometeram o delito de estudar mais e, por isso, involuntariamente, se incluíram na planilha de cortes desse grande e rentável negócio.

A Uniesp é outro caso exemplar. A Unidade de São Caetano do Sul, por exemplo, não paga professores antigos há meses. Sequer deposita as contribuições previdenciárias e trabalhistas destes contratados.

Diversas denúncias afirmam que a referida instituição cobra para os que se inscrevem pelo FIES (e outros convênios) valores superiores aos que ingressam por outras modalidades.

Fazem a propaganda de que "o aluno não precisa se preocupar porque o governo vai pagar”. Logo...

Abaixo, um contrato com os valores cobrados de um participante do programa FIES.


Curso de Letras: R$ 931,70.
Com "desconto": R$ 831,70.



Compare com os valores cobrados pela Fundação Santo André
(Instituição que, comparativamente com a Uniesp São Caetano do Sul, remunera muito melhor os professores e cobra metade da mensalidade para o mesmo curso.)

Curso de Letras: R$ 467,35.



Agora, observe este extrato analítico do FGTS. Verifique o saldo dos depósitos que o profissional obteve dedicando-se por mais de 3 anos a esta empresa.


R$ 0,00 ? (!)

Por essas e outras razões, o Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho defende que a verba pública deva ser utilizada única e exclusivamente para o financiamento da educação pública. Jamais para cevar barões da “educação”.



Caso tenha encontrado mérito nesta intervenção, analise também:

Fábricas de diplomas, rentistas e vice-versa

Manifesto contra a truculência e os lucros exorbitantes da Anhanguera Educacional Participações S/A

Carta aberta ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante

Fórmula mágica da Anhanguera "Educacional" Participações S/A

Qualidade no ensino

Ensino a Distância. Mantenha Distância.

Anhanguera está na mira do governo

Anhanguera: Monopólio educacional

Monopolização ameaça Ensino Superior na região

3 comentários:

  1. Olá Agenor, tenho uma irmã que está fazendo Pedagogia na UNIESP - unidade Centro Novo - lá eles informaram a ela (e a quase 95% dos alunos)que os cursos seriam 100% gratuitos, que o aluno iria fazer o novo FIES e a UNIESP é que pagaria esse valor, e que o aluno deverá fazer algum tipo de trabalho voluntário. Porém é o aluno que deverá efetuar o valor inicial do FIES (que ocorre a cada 3 meses). Outra situação é que o valor do curso cobrado pelo FIES quase quadruplica. Preciso muito saber se isso é realmente verdade, e se temos como denunciar esse tipo de abuso (qto valor do FIES).

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  2. Prezada Cleide,

    Vocês podem consultar a referida Unidade da Uniesp e verificar qual é a tabela de preços das mensalidades. Assim, vocês podem comparar as discrepâncias entre as diferentes modalidades. Lembrem-se: não pode haver discriminação entre estudantes do Fies e outros tipos de contratos.

    Ademais, sugiro que entrem em contato com o Sindicato dos Professores - Sinpro (4994-0700) e com o MEC (0800616161) e no site Fale com o MEC – Educação Superior(http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=17).

    O Procon e o Ministério Público também podem ser acionados.

    Boa luta!

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