terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lula (filme a ser lançado)


Lula (filme a ser lançado)

Atenção, Barack Obama!

Lula (filme a ser lançado algum dia por Steven Spielberg ou outro cineasta) relata os esforços do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (2003-2010) para efetuar no Brasil transformações sócio-histórico-político-econômico-culturais que iniciariam no país a abolição da miséria, a escravidão do século XXI. Enfrentando forte oposição das oligarquias tradicionais — principalmente as encasteladas nos meios de comunicação de massa e conhecidas pela sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista) —,  Lula produziu alterações significativas na realidade brasileira ao retirar da miséria mais de 20 milhões de compatriotas, além de promover a ascensão de mais de 30 milhões de pessoas à classe média.
Embora demotucanos tenham ido aos tribunais para impedir a concessão de bolsas do ProUni (alegando tratar-se de inconstitucionalidade o acesso de pobres às universidades) e procuraram evitar das formas mais esdrúxulas a concessão da Bolsa Família (afirmando ser “bolsa vagabundagem”), como também se opuseram enfaticamente às medidas que debilitariam o poder das famílias de quatro costados (ou seja, advogavam em causa própria)—, o presidente Lula permaneceu determinado a aprovar um conjunto de ações no sentido de impedir o descarte por tribunais das emancipações iniciadas em seu governo, pois sentia o imperativo de eliminar a possibilidade de re-miserabilização demandada pelos setores mais reacionários e derrotados seguidamente pelo voto popular.
Mesmo com a hesitação de sua base aliada, Lula soube estrategicamente fazer valer sua posição de grande líder popular e conseguir levar adiante as mudanças requeridas para tornar o Brasil respeitável por sua gente, e, portanto, ser visto de maneira admirável pelo mundo.
Como não apoiou em seu governo o projeto da Lei de meios, cujo objetivo é a democratização da mídia, Lula tornou-se alvo cotidiano de desesperados rola-bostas (assalariados piguianos). Incansavelmente fustigado pela fábrica de crises criada e empreendida pelo PIG, Lula contou com apoio social fundamental para defender-se e não ficar rebaixado como um “pária, sangrando aos poucos”, conforme desejo do príncipe da sociologia tupiniquim FHC, com sua prática mais conhecida como técnica do cangaço de Higienópolis.
Nem mesmo o bombardeio avassalador de demotucano-piguianos foi suficiente para impedir as mudanças que atendiam clamores populares seculares.
Nesse meio tempo, Lula e seus assessores precisaram assegurar os votos necessários no Congresso para garantir legalmente as modificações jurídicas e legais.
Enquanto o antecessor FHC produzia desemprego, miséria, a ida três vezes do país de joelhos de pires na mão para implorar socorro ao FMI (Fundo Monetário Internacional), Lula criou dez milhões de empregos, combateu tenazmente a miséria e quitou as dívidas junto ao FMI, tornando o Brasil credor desta instituição. Adicionalmente, eliminou o risco-Brasil, transformando o país em ancoradouro seguro de investimentos, nacionais e internacionais.
Porque muitos tinham necessidade de emprego entre congressistas e Lula precisava preencher numerosos cargos federais, decisões de caráter popular foram apoiadas por algumas personagens historicamente avessas ao atendimento de demandas notoriamente dos setores mais humildes da sociedade.
Similarmente, Abraham Lincoln (1861-1865) pode dar cabo da escravidão nos EUA, também afrontando a visceral oposição dos escravocratas da época, igualmente apoiados por veículos piguianos do momento com seus rola-bostas ianques.
Assim como Lula pode nomear o primeiro presidente negro do STF. Sem Lula, talvez fossem necessários mais cem anos para isso.
Aqui fazemos um parêntesis: Infelizmente, por ironia da história, coube ao nomeado fazer o papel de protagonista na encenação do processo de judicialização da política arquitetado pelo PIG com o enredo da novela que pretendia engabelar as organizações populares com o intuito de retomar o poder para as organizações piguianas e seus representantes no Congresso, os demotucanos. Apesar do arsenal das oligarquias, todo o empenho piguiano revelou-se embalde. As eleições de 2012 mostrariam que a narrativa piguiana não era convincente, além de ser ostensivamente partidária.
Retomando. Lula e sua equipe não estão dispostos a oferecer subornos monetários diretos para os congressistas, e autorizam agentes para ir calmamente e contatá-los com ofertas de empregos federais em troca de seu voto a favor das leis favoráveis ao povo. Aliás, prática usual da realidade política brasileira, com a diferença básica de que antes o método era aceito e jamais questionado pelo Judiciário, porque atendia aos interesses das classes dominantes e, consequentemente, eram antipopulares.
Lula deve, simultaneamente, supervisionar os esforços para garantir os votos da base aliada, enfrentar o cerco midiático, convencer seus correligionários da partilha de posições (sem a qual os avanços não seriam conquistados), lidar com conflitos de seu próprio partido, dividido entre a determinação de maior velocidade nas mudanças e a compreensão de que acelerar demais poderia inviabilizar os objetivos
Steven Spielberg mostra em seu filme Lincoln (2012) o presidente dos EUA visitando o campo de batalha em Petersburg, Virgínia, onde ele troca algumas palavras com o general Grant. Pouco tempo depois, Grant recebe a rendição do General Lee no tribunal Appomattox.
Mutatis mutandis, Álvaro Dias / Artur Virgílio / Demóstenes Torres — que no século XIX atendiam pelo nome de Fernando Wood e análogos que confortavelmente advogavam técnicas segregacionistas —, permanecem como porta-vozes da intolerância contra a ascensão das classes populares.  
Sabemos que os reacionários continuam em suas tentativas desesperadas de retorno ao poder, as quais são claramente rechaçadas pelo voto popular há três eleições consecutivas.
Lula está ciente que ainda falta muito para a emancipação dos trabalhadores e indica Dilma Rousseff como candidata a sucedê-lo.
Como a extinção da miséria necessita de um conjunto de ações adicionais que viriam a ser implementadas posteriormente com a eleita presidenta Dilma Rousseff (2011-2018), tais como derrubada acentuada dos juros, redução das tarifas de energia, inserção social cidadã mais incisiva etc.) — todas essenciais para tornar o Brasil um país de classe média — do mesmo modo, todas combatidas encarniçadamente por demotucanos, continuamos assistindo aos diários malabarismos de rola-bostas em transformar a realidade em caos constante para tentar convencer o povo de que este é idiota.
Todavia, os brasileiros estão cada vez mais atentos e identificam nos oligopólios dos meios de comunicação a encarnação de interesses diametralmente contrários ao respeito e dignidade do conjunto da população, especialmente aos das classes populares.


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