quarta-feira, 28 de maio de 2014

Política do PSDB: demolir para privatizar




Política do PSDB:
demolir para privatizar


PSDB: Sucatear para privatizar



Medidas antipopulares



1. Governos tucanos conseguiram o que planejaram.

Com o Trensalão, o Metrô de São Paulo (70 km) representa apenas um terço da extensão do mexicano (210 km).

Os trens param, apresentam defeitos, não têm manutenção adequada e a cada dia sua estrutura de poucas estações fica cada vez mais decepcionante em relação à demanda de milhões de pessoas.

Por que não se cria uma auditoria independente para verificar se ocorreram desvios, superfaturamentos e desmandos de toda ordem no setor de trens e metrô em São Paulo?

Por que os governos do PSDB proíbem CPIs no Estado de São Paulo?



2. A Sabesp oferece à população opções bisonhas à falta de obras que a empresa deveria ter iniciado há mais de 10 anos.

Racionamento não oficial é experimentado diariamente pelos habitantes do Estado de São Paulo. 

Torneira “soprando”, água turva, “volume morto” e seus metais pesados, seca do sertão na Cantareira, desperdício e descalabro em um setor essencial para a vida de todos as pessoas.

Por que não se cria uma auditoria independente para verificar se ocorreram desvios, superfaturamentos e desmandos de toda ordem no setor de abastecimento de água?

Por que os governos do PSDB proíbem CPIs no Estado de São Paulo?



3. Universidade de São Paulo - USP com déficit orçamentário de mais de R$ 1 bilhão.

Agora, funcionários e docentes receberam como proposta da reitoria da USP um “presente de grego”: 0% (zero) de reajuste para 2014.

Indignados com o insulto, os trabalhadores da instituição entraram em greve, obtendo também apoio dos estudantes. 

Por que não se cria uma auditoria independente para verificar se ocorreram desvios, superfaturamentos e desmandos de toda ordem na Universidade de São Paulo?

Por que os governos do PSDB proíbem CPIs no Estado de São Paulo?



45. PSDB usa a tática da demolição. É o partido da demolição. Deixa as empresas e instituições à míngua para, logo adiante, afirmar ser necessário "privatizar para sanear e tudo ser resolvido".

Durante os governos de Fernando Henrique Cardoso - PSDB (1994-2002), o Brasil quebrou 3 (três) vezes e ajoelhou-se para suplicar empréstimos ao Fundo Monetário Internacional – FMI.

Empresas estatais foram vendidas na bacia das almas (penadas), ou seja, por valores irrisórios. FHC prometia-se pagar a dívida pública com a venda do patrimônio público.

Entretanto, o Brasil perdeu grande parte de seu patrimônio (telecomunicações, siderurgia, bancos, energia etc.) e, no período da presidência tucana, decuplicou (multiplicou por 10) a dívida pública.


Resumo da ópera: daqui a pouco os luminares do partido bicudo e seus representantes midiáticos estarão entoando o coro da “urgência em privatizar” Metrô e trens (“para melhorar o serviço”), Sabesp (“para não faltar água jamais”) e USP (“cobrar mensalidade, cortar bolsas de estudo, moradias estudantis, retirar subsídios dos restaurantes etc.”) em São Paulo; e, no Brasil, entregar a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil etc. para os estrangeiros e empurrar goela abaixo dos trabalhadores as “medidas impopulares” (prometidas aos ricos sem cerimônia nos convescotes em mansões).


Trabalhadores(as) do Brasil, cuidado!





Advinhe se for capaz:

Desde 21/05/2014 nossas enquetes estão sob controle do...?

Resultados adversos ao PSDB de enquetes são zerados do "nada".
Alguma explicação, Google / Blogspot?



Fique atento:



Informações e atividades da Greve na USP




Documento elaborado pelo Fórum das Seis com a análise comparativa do crescimento das três Universidades públicas paulistas (USP, UNICAMP E UNESP).

Em que pese a falta de recursos e os salários modestos, foi enorme a expansão das estaduais paulistas no período, fruto de trabalho árduo de docentes e funcionários técnico-administrativos, juntamente com a capacidade de tolerar condições bem aquém de adequadas às quais os estudantes têm sido submetidos. O quadro a seguir mostra este esforço, nem sempre devidamente valorizado pelo governo.”




CARTA ABERTA DO PROF. JORGE SOUTO MAIOR, DA FACULDADE DE DIREITO, SOBRE A SITUAÇÃO DA USP
Democratização versus Privatização da USP: a cartada final
Jorge Luiz Souto Maior(*)

A atual reitoria da USP propôs, desde o início de sua gestão, uma retenção de gastos, que culminou com a redução dos salários de servidores e professores, conforme restou definido na semana passada, com repercussão na UNICAMP e na UNESP. Diz-se que não será concedido um reajuste, mas como este serve para recompor o poder de compra do salário, com reajuste de 0% o que resulta é, efetivamente, corrosão do salário da ordem mínima de 5,20%, que corresponde à inflação medida pela FIPE no período dos últimos 12 (doze) meses.
Tenta-se justificar a medida como forma de regularizar a situação financeira da Universidade, que foi conduzida ao caos pelos desajustes provocados pela gestão anterior. Não vou, por certo, defender o antigo Reitor, porque não teria razão alguma para tanto, mas não me parece correto debitar apenas a ele os problemas orçamentários da USP, sendo certo, ainda, que não traz benefício algum para a instituição ficarem os Reitores acusando-se mutuamente em artigos publicados na grande mídia, sobretudo porque ambos, e outros, estão integrados a um mesmo projeto.
O debate público instaurado visa a inibir a compreensão de que o reajuste zero está ligado, de fato, ao percurso histórico em prol da privatização da Universidade, contra o quê, aliás, uma luta intensa vem sendo travada desde 2001, quando estudantes, em protesto contra a possibilidade de aprovação de uma Regulamentação que ampliaria, ilimitadamente, o recurso às fundações, ocuparam a Reitoria e, depois, adentraram a sala do Conselho Universitário, tendo obtido, à época, a suspensão da regulamentação.
A última cartada é a de, enfim, dizer abertamente que o dinheiro público não suporta as contas da Universidade, abrindo a porta para a inserção de financiamento privado e fazendo-o de tal modo que seja possível buscar apoio, inclusive, entre os próprios servidores e professores, tendo sido estes conduzidos à pressão do fantasma da “redução salarial”.
Mas há um dado ainda mais relevante de continuidade a ser considerado: o da falência democrática, que é revelado, inclusive, na própria manifestação do presente Reitor, que era pró-Reitor na gestão anterior, de que “o conhecimento pleno do cenário orçamentário da universidade restringia-se a poucas pessoas, entre as quais não estavam incluídos os pró-reitores e a grande maioria dos dirigentes da USP”[1].
Ora, se os próprios pró-reitores e a grande maioria dos dirigentes, conforme exposto na fala do atual Reitor, não tinham conhecimento do cenário orçamentário da USP, que dizer, então, de todos os demais integrantes da Universidade!
Essa sua fala, que pode ser vista com ressalvas, no mínimo impõe o reconhecimento de que a USP, como várias outras instituições no Brasil, precisa se democratizar. Tendo o Reitor ciência dos gastos anteriores, ou não, o concreto é que tudo se passou ao largo de qualquer discussão com a comunidade acadêmica, a qual, ademais, já vinha há muito denunciando o problema da falência democrática e lutando contra ela.
A ausência de espaços de discussão e de deliberação coletiva, em que se possibilite a efetiva participação das pessoas que integram a instituição, o que é ainda mais grave quando se trata de uma instituição pública voltada ao ensino, é o que fundamenta a crise da USP.
Os últimos passos dados em direção da privatização, quais sejam, o sucateamento das contas e o reajuste zero, estão sendo impostos à comunidade uspiana, a qual se vê, literalmente, impelida à greve.
Mas há outra partida em disputa, que é antecedente e primordial: a da democratização. Nesta, a carta posta na mesa traz inscrita a confissão, acima mencionada, do atual Reitor, sendo certo, ainda, que deve ter por base o reconhecimento do direito de greve de servidores e professores, aqui tratados pela expressão real de trabalhadores, como instrumento legítimo de sua luta pelo recebimento de justa remuneração e pela defesa do ensino público de qualidade.
É por esses motivos que os trabalhadores da USP, com apoio fundamental dos estudantes, a partir de dia 27 de maio de 2014, entraram em greve por prazo indeterminado.
São Paulo, 27 de maio de 2014.





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