quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"Nova Política" para principiantes

"Nova Política" para principiantes



"É a Marina Silva? Ela tá com a gente! Tá liberada!"
Dr. Toicinho, CEO do PIG (Partido da Imprensa Golpista) desde 1939.



Aulas de marketing da "Nova Política"

Workshop ministrado pelo Dr. Toicinho (apenas para o alto escalão, a Elite).


Parte 1

"Nova Política" é diferente da "velha política".

Diga que é diferente e pronto!

Não importa que a pessoa tenha 30 anos de carreira política, pulado de partido em partido e seja contraditória.

O importante é as pessoas gravarem o “diferente”.

As contradições nós minimizamos e escondemos.

Caso seja questionada da diferença, é só a pessoa insistir e bater na tecla:

“É diferente!”

Após afirmar com firmeza por três vezes a “diferença”, basta falar quaisquer coisas sem sentido, sem pé nem cabeça.

Por quê?

Nossas publicações se encarregam de conferir uma sensação de “sabedoria” etérea e divina.

As pessoas não se prendem a questões lógicas.

Elas são irracionais.

É suficiente dizer: “O futuro será brilhante!”

Os figurinos, maquiagem e outras são por conta da produção da novelinha.



Parte 2

"Nova Política" é diferente da "velha política".

Observe que, na primeira, as iniciais são com maiúsculas; na segunda, com minúsculas.

É uma forma de diferenciar “sofisticada”.



Parte 3

"Nova Política" deve ter o marketing da pureza.

Não importa se é encardido/a.

Quando se afirma a “candidez”, as pessoas imaginam anjos ao redor da “Santa”, que é o nosso produto para a gentinha ignorante engolir.

Ou seja, nosso público alvo é crédulo, sem capacidade de matizar nada, quase analfabeto (politicamente falando) e, atenção, pertence a diferentes extratos sociais. É claro que os mais altos aderem por conveniência (leia-se, conivência); os médios e baixos, são cooptados pelo entorpecimento de nossa propaganda narcotizante.

Por exemplo, os problemas de abastecimento de água em São Paulo são decorrentes, principalmente, da falta de planejamento e obras do governo do Estado de São Paulo.

Ao invés de admitir a negligência, basta atribuir a São Pedro o problema, terceirizando a responsabilidade e deixando as pessoas desinformadas. Elas pensarão tratar-se de uma fatalidade, um golpe do destino. Que a falta de água será culpa delas caso não economizem. Por isso, a ideia é frisar as condições climáticas adversas ("há milênios não ocorre estiagem assim"), jamais reconhecer a não realização de obras que poderiam evitar ou arrefecer o problema. Manda a peãozada por uns tapumes para dar a impressão de que há "trabalho" e "ação".



Parte 4

Como consequência do anterior, o marketing da santa é uma modalidade de atrair incautos que acreditam em mula-sem-cabeça, coelhinho da Páscoa e, principalmente, nas notícias do Jornal Nacional, da Veja, da Folha, do Estadão etc.



Conclusão

Espero que não tenha mais que me alongar para explicar porque a #SantaSQN, a #SantadoPauOco, com nossos truques de edição e montagem “jornalística”, parecerá para essa legião de incautos e otários de diversos naipes, os Homer Simpsons, como o retrato fiel da nossa habilidade de iludir jovens, adultos, crianças e velhos, mostrando que o melhor é eleger a nossa candidata, a candidata da mídia, a candidata dos banqueiros.

Resumidamente, a candidata das elites.

É só apresentá-la como a candidata da “Divina Providência”, a “opção divina”, a “messiânica”, a “ungida” e ideias correlatas para lançar a Rede Socialite e pegar esses peixinhos idiotas.

E, para finalizar, nada de reportagens sobre DARF, sonegação de impostos etc.




Compare também:

Marina confessou o conhecimento de um crime eleitoral e a participação nos benefícios desta transgressão.

O frágil equilíbrio que marca a candidatura de Marina Silva foi testado em sua entrevista ao Jornal Nacional e o resultado não foi muito positivo para ela.

Acabou a folga para Marina.
Esta é a principal conclusão que emerge da entrevista com ela no Jornal Nacional.



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