sábado, 29 de julho de 2017

Capitalismo da Mala


Capitalismo da Mala


Capitalismo da Mala é
Capitalismo sem máscaras:

 “Quem nasceu primeiro, a mala que compra deputados ou
os deputados que se vendem por malas?”

Definitivamente, os “bons modos” não estão mais na moda.
Nem mesmo o verniz, as máscaras e outros truques com os quais se escondiam os golpes de expropriação concebidos pelos endinheirados e executados por prepostos ágeis e fiéis aos senhores da Casa Grande.
Até há pouco, o capitalismo se utilizava de subterfúgios para iludir massas de alienados. Estas, agora renomeadas de patOtários, entre outros designativos equivalentes, aquiescem a quaisquer ordens, não importando se são delírios ou rematadas tolices. Talvez um patômetro tenha condições de aferir o grau de estultice desse grupo. Embora sejamos adeptos dos progressos da Ciência, entendemos inútil a produção de tal artefato, o qual indicaria apenas o abismo e o colapso da racionalidade, já amplamente identificado nos batedores de panelas compulsivos.
Sabemos que a matilha parlamentar, remunerada por malas e outros subornos, está disposta não só a nos fazer retroagir historicamente ao século XIX, como a pretéritos ainda mais distantes.
Ou seja, nada de dissimular os propósitos antissociais e antinacionais. Ao contrário, os vendilhões repetem aos quatro ventos a necessidade de aderirmos às cláusulas da escravidão (“reformas” trabalhistas, previdenciária) para que sejamos “livres”, quer dizer, destituídos de direitos elementares e, com a senha decorada ao microfone, entoam a cantilena “em nome da família, da minha mulher, dos meus filhos etc.”. Destarte, os porta-vozes das oligarquias se credenciam para receber as malas subsequentes do acordo do serviço encomendado de esmagar e humilhar trabalhadores/as e desempregados/as.
O usurpador Temer, por exemplo, destrói iniciativas e programas sociais cotidianamente. O Programa Minha Casa, Minha Vida, na prática, foi extinto.
Para dar de mamar a seus apaniguados, o repudiado avança sobre os recursos públicos acintosamente no Minha Mala, Minha Vida - Programa de Auxílio à compra da escória parlamentar (título eventualmente usado em planilha interna), sobejamente conhecida da expertise do fulminador de regras e códigos protetivos aos pobres e miseráveis.
Minha Mala, Minha Vida foi um dos responsáveis pela alta sideral dos combustíveis.
Às curiosidades populares, acrescentou-se mais uma questão: “Quem nasceu primeiro, a mala que compra deputados ou os deputados que se vendem por malas?”
De fato, os rentistas não sossegam enquanto o último centavo da receita pública não for direcionado para suas arquipolpudas, e jamais auditadas, contas.
E a forma escolhida é a afronta sem precedentes: raspar o tacho do suor coletivo sem dó e sem misericórdia, pois as malas devem ser entregues para que o processo se eternize em moto-contínuo.
De tudo isso, não se deve concluir que o “pão e circo” tenha sido abandonado. Os álibis tradicionais continuam a ser empregados, mas foram superados por novas tecnologias do golpe.
Daí a necessidade de aplicação constante para não ser um analfabeto político, um patriota do estrangeiro e cair em teorias do caos da Petrobras, em lorotas de que não existe luta de classes,  nas ladainhas dos golpistas profissionais, nos palavrórios do suposto “combate à corrupção” e litanias dos mesmos núcleos que desempregam milhões de famílias.




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