domingo, 20 de agosto de 2017

Não é de hoje que o PSDB está na extrema-direita. Doria apenas recepcionou os recém-chegados.



Doria apenas recepcionou os recém-chegados.


Sem novidade: apenas distraídos, alienados e ignorantes ficam surpresos.

Doria recepciona os tucanos retardatários que chegaram à extrema-direita. 


Gestão Doria carimba a mão de crianças para elas não repetirem merenda na escola.


 

Analfabetismo político tem cura.

 Não passe vergonha.

Não seja desinformado pela mídia golpista.
 

A caminhada do PSDB para a direita está completa. Por Maria Inês Nassif



Nazismo é de extrema-direita.





Confira:


Como as fundações fascistas, financiadas pelo Big Boss, derrubam governos progressistas e de esquerda ao redor do mundo.


Confira também:






sábado, 19 de agosto de 2017

Dr. Toicinho procura delator no PIG – Partido da Imprensa Golpista



Think tanks da direita recebem verbas milionárias.
 
Dr. Toicinho: Já houve um tempo em que só o PIG recebia delações.

Dr. Toicinho, CEO do PIG – Partido da Imprensa Golpista desde 1939, está furioso com seus pares. O motivo seria o suposto vazamento para interceptadores, por algum membro da cúpula da organização, das estratégias secretas empreendidas pela mídia corporativa e outros associados de assalto ao poder dos sem votos, neste e em outros continentes.
Mais de uma vez, o líder supremacista da imprensa oligopolizada enfatizou que “não se pode tagarelar pelos quatro cantos as conversas reservadas que temos aqui nesse recinto. A ralé não pode imaginar sobre o que tramamos”.
Passada a advertência inicial, o líder midiático observou aos convivas que “o combate aos movimentos sociais e governos de esquerda, antes realizados por golpes militares, hoje são implementados pelo controle partidário conservador e reacionário do aparato repressivo do Estado, instrumentalizando órgãos judiciais, o MP, a polícia e outros instrumentos para dar cobertura ‘legal’ às ilegalidades, desrespeitos e estupros diuturnos à Constituição, verdadeiro empecilho aos interesses burgueses de aprofundar ainda mais a exploração às classes trabalhadoras”.
Uma das maneiras de se atingir os objetivos de grupos financeiros e empresariais seria “carrear recursos fabulosos para a Rede Atraso, encarregada de detonar os direitos trabalhistas e sociais e jogar as classes populares de volta ao século XVIII, pelo menos”.
Em razão das antipáticas medidas antissociais, antipopulares e antinacionais, necessárias para levar adiante o plano dos reacionários, o Dr. Toicinho instruiu seus adeptos “a apresentarem versões edulcoradas dos açoites neoliberais, incumbindo o departamento de marketing de fundações ‘sem fins lucrativos’ a martelarem noite e dia na cabeça de incautos que a escravidão é positiva, e que os trabalhadores não devem dar atenção aos reclamos de sindicatos e partidos vermelhos, que são os maiores inimigos da livre empresa”.
Um dos presentes observou “a preocupação no sentido de qual seria a melhor forma de fazer lavagem cerebral e convencer as pessoas a aderirem a propostas contrárias a seus próprios interesses?”.
Contrariado, o Dr. Toicinho respondeu de forma brusca que não era advogado dos prejudicados: “Não tô nem aí para plebe.”
Acrescentou que “os neoliberais devem se preocupar com injetar nos espaços públicos os interesses privados dos conglomerados econômicos e financeiros, nossos sócios e parceiros na empreitada para acabar com os reajustes do salário mínimo, com o 13ª, as férias. Ou seja, extinguir os direitos trabalhistas e sociais e outros impedimentos para aumentar ilimitadamente a exploração desse povinho fétido e não-branco”.
Os diretores piguianos aplaudiram de pé e gritaram: “Mito, mito, mito!”
“Nosso movimento é por um Brasil livre de leis protetivas aos trabalhadores. Nada de o Estado proteger os hipossuficientes e os não-predestinados. Esses que se virem! Aliás, vamos conversar com juízes amigos para proibir a existência de partidos que ousem falar em defender os trabalhadores ou criar vagas em universidades para pretinhos e nordestinos.”
“Somente nós, pela meritocracia divina, devemos receber subsídios e tomar todos os fundos públicos para nossas empresas. Se os custos serão transferidos aos mais fracos, a culpa é do débil. O darwinismo social ensina que devemos socar e eliminar aqueles que Deus não encheu de dinheiro, pondo um parente ou amigo no lugar certo para conseguir verbas bilionárias para o progresso de nossos interesses, os únicos que importam.”
Novamente a diretoria gritou “mito” e tirou inúmeras selfies.
“Saibam”, prosseguiu o magnata das comunicações, “que o dinheiro para sabotar governos vermelhos não falta. As grandes corporações nacionais e estrangeiras abrem as carteiras com a meta de derrubar aqueles que venham a tomar medidas contra as desigualdades sociais. Ou seja, contra a concentração de nossa renda. Como sabemos, é esta que nos mantêm tão ricos às custas dessa massa ignorante que acredita em nossas lorotas de ‘combate à corrupção’, ‘não-político’, ‘gestor’ e outras conversas para boi dormir.”
“Toda organização desse porte precisa de um mentor para dar a direção, pensar as grandes estratégias e pôr gerentes para levar adiante o cumprimento de metas.”
“Aí entram os patrocinadores, a turma da grana encarregada de trazer para nossos cofres o dinheiro necessário para o convencimento dessa gente diferenciada de que o acordo da corda com o pescoço é extremamente positivo e saudável. Não liguem para as reclamações de que as estatísticas não apontam a mesma coisa. O pescoço a ser enforcado, decepado e triturado é de gente sem a mínima importância. Enquanto os nossos serão afagados apenas pelas massagistas e o toque suave da fina seda.”
“Muito bem!”, aplaudem os admiradores do Dr. Toicinho.
“Alegadamente, devemos criar símbolos da competência de nossos ideais como sendo os mais altos, nobres e elegantes. Obviamente, recorreremos às maiores baixezas, indignidades e grosserias no intuito de obter aqueles ideais tão gloriosos.”
“Amém!”, ouve-se o coro da diretoria.
“Quando um governo cria mecanismos de distribuição de renda, estejam certos, é um inimigo mortal de nossas ONG’s e fundações. Primeiro começam oferecendo vagas em universidades, depois os pretinhos estão nos aeroportos como passageiros dos aviões e não lavando as latrinas e polindo os corredores, que apenas nós devemos trilhar.”
Aplausos delirantes.
“E o que é pior, quando esses petralhas fazem isso, fortalecem as empresas nacionais, constrangendo nossas multinacionais amigas a ter um papel secundário ou inexistente, configurando ato de desobediência à hegemonia dos EUA no continente. Nosso Big Boss fica contrariado com essas ocorrências, e não devemos dormir no ponto de deixar que venham a favorecer aqueles que não devem receber nada nem coisa nenhuma, conforme determina o Deus do Capital. Tudo para os bilionários e que se lasquem os pobres. Quem mandou nascer em família sem recursos? É um azarado que o sistema econômico deve perpetuamente carimbar esses inempregáveis, como inúteis no planeta.”
Aplausos estarrecedores.
“Só podemos admitir mudanças políticas sem voto, mas com rios de dinheiro. Alterações para intensificar nosso poderio, jamais para amenizá-lo.”
“Formamos fortunas com essas atividades de lobotomia. Narcotizar esse pessoal de camisa da CBF é muito mais fácil do que tirar doce de criança.
“Somos a prótese dos interesses do Grande Irmão neste pedaço do mundo. E mostraremos a eficiência em entregar tudo e qualquer coisa que estiver neste país para a administração do Big Boss. Obviamente, seremos agraciados pelo suporte das operações.”
“Ademais, teremos as burras abarrotadas do Departamento de Estado e da Fundação Nacional para Destruir a Democracia nos países periféricos.”
“Vamos derrubar os governos eleitos e pendurar nosso pessoal nos centros de decisão. Assentamos para presidir quem não recebe votos, essa coisa antiquada, mas quem obedece aos ditames da livre iniciativa e atropela essas excrescências da legislação que impedem o espírito animal de animalizar como convém esse povinho de merda.”
“Vamos pôr essa garotada nova de fachada para dizer que é o ‘novo’ que ‘mudará as coisas’. Preencheremos as vagas e inventaremos outras para os apaniguados, os rola-bostas e demais soldadinhos que usamos em servicinhos encardidos. Mostraremos, enfim, como se faz um imenso e gigantesco esquema de cabides de emprego nas empresas públicas que devem unicamente servirem ao nosso bem querer particular.”
“Ignorar governos eleitos e substituí-los pelos merecedores divinos desses lugares, nós, os sem-votos. De que valem mais de 54 milhões de votos dos vermelhos se temos um juizeco de piso para cancelar a chamada ‘vontade popular’?”
Gargalhadas gerais.
“Diga-se de passagem, quem acredita que esse povinho tenha vontade? Quem tem vontade e direito de mandar somos nós, os nazistas-‘cristãos’. É claro que a segunda parte do nome é para impressionar os tolos de camisas verde-amarelas. Na realidade, eles se identificam com a gente mais pela primeira parte do que pela segunda, por incrível que pareça.”
“Utilizamos a metodologia dos irmãos Koques na cabeça dessa multidão de esfaimados, se necessário, para levar adiante os modernos golpes de Estado. Sabe como é, o porrete deve estar disponível para domar esses selvagens e sem requinte.””
Tique-taque e think tanks com milhões de dólares disponíveis para fazermos nosso pé-de-meia, que ninguém é de ferro, e remunerar os colaboradores nos três poderes que Montesquieu equivocadamente identificou como independentes. Quando fala a gaita, os outros aquiescem e obedecem. Gostaram da rima, irmãozinhos?”
“Sim, senhor!”, concordam os diretores piguianos.
“Multipliquem as Fundações e ONG’s para levar as balelas do ‘livre mercado’ do Oiapoque ao Chuí.”
“Em todos os lugares plantaremos a sementinha da amnésia para que esse povo esqueça os poucos atendimentos que tiveram em passado recente: e, por outro lado, encha os alambiques para que os copos do pão (em quantidade absolutamente racionada) e circo (em porções gigantescas) sejam preenchidos do gosto amargo que um povo submisso deve tragar todo o endiabrado dia e noite.”
“Espalhem a Boa Nova. Digam que as Fundações são caritativas (para o capital, naturalmente!) e ‘não têm fins lucrativos’. Isso vocês não esqueçam de repetir setenta vezes sete vezes.”
“Libertar a selvageria capitalista de qualquer restrição é o nosso negócio. Sem impostos, taxas, restrições. Imaginem que ainda, mesmo depois do golpe, não podemos escolher quem estuprar. E a liberdade de escolha? Não vivemos numa sociedade que podemos fazer o que bem quisermos?”
“Ainda bem que estamos com a máquina de tempo voltando para o século XVIII, assim ninguém terá a petulância de censurar os senhores quando estes castigarem seus escravos, de acordo com a ordem e o progresso instalados nessa porra, com o Supremo e tudo.”
“Acrescento que não teremos problemas de financiamento de atores políticos farsantes, com seus videozinhos ilusionistas para hipnotizar os analfabetos políticos.”
“Nessas mídias, iremos propagar a conveniência de adotar medidas medievais para a modernidade capitalista.”
“Quando estivermos em um lugar em que haja governo de vermelhos, o Grande Irmão do Norte enviará os recursos para fabricarmos descontentamentos e desestabilizar governos hostis aos interesses que interessam.”
“O controle é totalitário: Judiciário, MP, Legislativo, Executivo e todas as dimensões da realidade sendo teleguiadas das mesas de corretagem para o deleite dos rentistas e, é claro, das comissões advindas dessa prestação de serviços.”
“A maneira de derrubar governos eleitos não pode ser pelo voto, que não temos, mas pelo discurso do ódio, da intolerância, a homofobia, a misoginia, a islamofobia e demais medos para afogarmos essa ralé de insegurança e ela clamar pela mão de ferro de nossa proteção.”
“A regra é a mesma de ontem: Levantar a bandeira do ‘combate à corrupção’ como álibi para perseguir oponentes e deixar o Temerlão executar nossas decisões.”
“Na esfera judicial, a prioridade é mitificar o juiz amigo de primeira instância, afirmar a existência de qualidades sobrenaturais na criatura, a ser descartada assim que não fizer mais sentido. Nada de inflar demais a bola do boneco, senão ele vai pensar que tem vida própria e criar problemas sem permissão.”
“Nas redes sociais, criamos bilhões de robôs e confundimos o entendimento. Mentes entorpecidas, ao nosso comando, baterão panelas e deixarão de fazê-lo ao som do plim-plim”
“Com o apoio dos grandes capitalistas e de seus amestrados nas redes sociais, conseguiremos reiniciar a Privataria: Petróleo e gás, Correios, bancos e financeiras sendo transferidos para as empresas das quais somos sócios majoritários ocultos. E com a gentileza de usar o chapéu alheio para pagar as contas com moedas podres, como na gênesis.”
Nesse momento, o diretor Fernando Chulo brada: “Acabar com essa porra de esquerda, de vermelho! Vamos ferrar esses pobres do caraio!”
Os demais aplaudem e gritam: “Hei, pobres, vão tomar no cu!”
Retoma o Dr. Toicinho: “As nossas Fundações, por ordem divina, são financiadas por empresas sonegadoras. Devidamente azeitadas, nossas contas offshores estarão fornidas, e aceleraremos as rotativas do Departamento de Imprensa e Propaganda que fará com que a máquina de ilusão totalitária e bilionária possa persuadir o enforcado e morto de seu excelente estado saudável.”
“Com quem nos unimos? Nos associamos a grupos de direita e extrema-direita tradicionais, mas nunca admitimos isso aos camisas verde-amarelas. Estes devem ficar com a impressão de que os nossos quadros embolorados têm frescor e são compostos de personagens outsiders, gente ‘de fora da política’, ‘gestor’ e babaquices do gênero. Caso contrário, facilmente eles nos identificam e acabaria a fábrica de ovos de ouro do rentismo que sorve quase 90% do suor desses desgraçados que envidam tantos esforços em vão para eles, mas com a sublime missão de transferir a quase totalidade da riqueza do país para quem a merece, ou seja, nós.”
“Por outro lado, empreenderemos em todos os poros e dígitos dessa sociedade cibernética a guerra cultural para dizimar as defesas dos trabalhadores. Todas as ferramentas serão necessárias, com nossos institutos do milênio da picaretagem prontos a todo e qualquer obra degenerada. Temos obrigação de vida ou morte de influenciar a opinião pública por meio das opiniões publicadas em nossos periódicos e nas redes sociais amigas.”
“Esse povinho insuportável começa a se dar conta da incompatibilidade do neoliberalismo com a democracia. Quanto mais aceleramos os planos da livre iniciativa, mais ficam óbvias e obscenas as intenções que presidem nossos movimentos.”
“Desprezar as classes trabalhadoras é pouco. O ideal é deixá-la completamente à mercê da lei da selva, sem ministério de trabalho nem droga nenhuma para amenizar os porretes diários que executaremos nas cabeças e corpos desses desgraçados inservíveis.”
Os diretores aplaudem fanatizados.
“Sem dúvida, de nada valeriam tantos esforços sem que conseguíssemos contratos fabulosos com os regimes de exceção implantados pelas nossas gerências e operacionais.”
“O serviço deve ser de uma só paulada e acabar de vez com a Previdência Social e privatizar a educação. Os que quiserem ter acesso a benefícios, pagarão uma taxa módica, minimamente majorada entre 300 e 400%, para magnanimamente consentirmos o acesso a essas raridades da civilização moderna do século XVIII, a que nos transportamos com a regressão do glorioso golpe.”
“Instalando o voto censitário (rendas superiores a um milhão de euros; centenas de milhares de hectares de terras e outras coisinhas do gênero), vamos esterilizar a urna que receberá, então, apenas os dedos superiores de seres escolhidos pelas divindades. Ou seja, homens de bens, não passíveis de erros, por nascerem de acordo com a imagem e semelhança do próprio Criador. Aliás, confundindo-se com ele e podendo tomar seu lugar a qualquer momento, dada a mesma posição hierárquica desfrutada por ambos.”
“Sustentada pela pilhagem internacional do Big Boss dos campos de petróleo alheio e demais riquezas, essa constelação de think tanks, seria o único caminho para as terras tupiniquins progredir.”
“As organizações piguianas vão produzir vídeos para desmoralizar sindicatos; ensinar o povo que a polícia deve massacrar professores; e, o essencial, inverter a ordem das coisas e apontar a vítima como agressora, sempre!”
“Em países em que se manifestar alguma resistência aos ditames emanados no ápice da estrutura, promoveremos o terrorismo como tática de protestos, queimando pessoas vivas e atribuiremos em nossos canais a responsabilidade aos bolivarianos.”
“O jogo consiste em aniquilar a democracia, mas discursar que ela será fortalecida; penetrar na base política do inimigo e desmoralizar seus líderes mandando-os tomar naquele lugar em estádios de futebol na inauguração da Copa; dividir os vermelhos e inventar que a cor da bandeira deles é a do Diabo, esse nosso camarada de todas as horas para pôr medo nos amedrontados; garantir que os interesses do Big Boss jamais possam ser ameaçados; criar um clima internacional para dar a impressão de que os bons são maus, e nós, os maus, apareceremos como bons.”
“Liberdade do capital: sem entraves e legislações arcaicas.”
“Escravidão do trabalhador: com legislação moderna autorizativa da degola.””
“Ao instalar fábricas de crises nos governos a que nos opomos, criaremos condições de colocar o nosso staff no lugar dos eleitos, e aí veremos os rendimentos de nossas planilhas subirem automaticamente.”
“Produziremos um ‘índice de liberdade econômica’. Com ele, quanto mais escravidão impusermos, maior será o índice de liberdade do capital. Varreremos para o lixo a carga tributária e regulatória. Instituiremos uma sociedade que quem não puder pagar pela educação, saúde etc. ficará sem e acabou. Sem choro nem vela. A exceção, caros amigos, é para a bolsa mídia piguiana e bolsa banqueiro, únicos merecedores de benesses, por direito consuetudinário e divino de nosso Senhor, o Endinheirado.”
“Lembrem-se: as Fundações são organizações políticas, mas sempre serão disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público. Caso você fale abertamente que defende os interesses dos ricos, até mesmo o boçal de camisa da CBF se dará conta da manipulação. Tenham um mínimo de cuidado. Ainda mais com os vermelhos.”
“Ao censurar todas as outras ideias e impedi-las de circular em todos os lugares, conseguiremos adotar como pensamento único as ideias do livre mercado. Daí, ricos não pagarão nem a mixaria que pagam hoje; as privatarias irrestritas nos darão o comando nababesco de tudo e de todos; o comércio de seres, órgão e quaisquer outras coisas será não apenas permitido, mas elogiado como altamente recomendável. Quanto aos sindicatos, restará apenas os dos patrões. E isso basta. Muda-se a sociedade e altera-se a moral. Quem for rico, continuará a sê-lo num patamar ainda mais elevado. Depois aperfeiçoaremos o que Hitler iniciou com os judeus, comunistas e homossexuais.”
“Sabemos da invencível impopularidade dessas ideias, por isso damos golpes que desconheçam as vontades populares. Assim de simples. Entretanto, amigos, mesmo que inventemos de a a z que tudo favorece os privilegiados, ainda restarão protestos dos vermelhos. E o que faremos? Reproduziremos o discurso do rico de Rousseau: ‘cada um fica com o que tem’. Fim de papo.””
“A livre iniciativa empresarial de esfolar o povo sem dó nem piedade deve ser apresentada como uma ideologia de interesse público. O que exige complexas estratégias de persuasão em massa. Mais uma vez, nossos mentores apresentam a solução: ‘encher o mundo de think tanks que defendam o livre mercado’.”
“Os interesses dos capitalistas devem estar sempre encobertos. Não podemos deixar o povo se acostumar a três refeições diárias, pois em pouco tempo os celerados farão passeatas por mais direitos que supostamente se acharem credores. A posição deles deve ser sempre de devedores.”
“Caso sigamos as diretrizes ensinadas pelo mestre Grande Irmão, perpetuaremos a dominação e jamais nos incomodaremos com a tarefa de trabalhar, própria desse povinho imundo.”
“Os rola-bostas repetirão ad nauseam nossas ideias de maneira simplificada, adocicada, distorcida e com vernizes de nossa usina de acadêmicos, os supostos ‘especialistas’ que exibimos em nossas telas e revistas para ler as recomendações que ordenamos. Isso chama-se ciência da servidão, senhores.”
“Os amestrados jornalistas recitarão, como já o fazem, nossas opiniões como se deles fosse. Para isso, será exigido do canastrão a versatilidade para entoar jograis e outros truques, como, por exemplo, soletrar que nossos inimigos são cor-rup-tos e ver-me-lhos, citando como fonte da informação não os textos que leem produzidos pelos nossos ideólogos, mas atribuirão falsamente aos juízes afáveis que fazem toda a diferença. Quanto a nós, seremos mostrados como a redenção, a verdade, o caminho e a vida.”
“No meio do programa de rádio ou da novela, joga uma ‘notícia’ venenosa contra os vermelhos; pintá-los de maus e perversos e repetir por anos a fio o procedimento. Os batedores de panela estarão à disposição ao primeiro plim-plim para espancar as caçarolas ou deixá-las em mudo silêncio, se quisermos.”
“As únicas ideias que podem ventilar e ter livre trânsito são as dos patrões. Entendam: com a ‘aparência’ de interesse público.”
“Nos debates, os políticos que estão na nossa folha contábil expressam com seus trejeitos, e em nome da família, dos filhos e blábláblá, as ordens imperativas do Big Boss. A maquiagem do ‘combate à corrupção’ também é estimável, desde que não se dirijam aos nossos queridos amigos bicudos.”
“Equipar o boneco de um sistema de som surround para ele reproduzir o chip inoculado no vazio do espaço por ondem transitam os dois neurônios do bípede descerebrado. Isso cria ‘o ambiente propício para a nossa vitória’.”
“Ao incrementar esses truques, os néscios aceitarão quaisquer medidas hostis, não só elegendo nossos ‘apartidários’ e ‘apolíticos’ gestores, como parabenizando-os por escalpelar e trucidar os tolos suicidas.”
“Não esqueçam. As entidades são ‘sem fins lucrativos e caritativas’.”
Todos gargalham.
“Como nas pragas bíblicas, espalharemos as ONG’s, Fundações e institutos similares em todo o mundo.”
“Se a indústria farmacêutica tiver um problema, apresentaremos a solução. Produziremos a reportagem para mascarar os interesses corporativos e a doutrinação, e afirmaremos, para a persuasão da percepção pública, que as pesquisas ‘sérias’ de ‘cientistas’ ‘renomados’ indicam e atestam que os remédios provocadores de efeitos colaterais deletérios, como câncer, na ‘realidade’, provocam a cura do câncer. De todo o tipo de câncer.”
“Uma empresa que degrada o meio ambiente, por sua vez, financia uma pesquisa para que ela encontre meios artificiais de ser vista como ‘protetora do meio ambiente’.”
“A indústria do tabaco tem pendências judiciais insanáveis? Ela faz uma doação de algumas dezenas de cestas básicas às crianças que esperam aquilo que o programa da esperança anuncia que terão aguardando com esperança. Em retribuição, a legislação antitabagista é abrandada ou eliminada em nome da ‘liberdade de escolha’.”
“Receberemos recursos públicos (e, portanto, economizaremos recursos de nossos parceiros), mas sempre negaremos de pés juntos que isso tenha ocorrido. Dinheiro público é mais barato.”
Aplausos de pé.
“Jesus multiplicou os pães.”
“Nós, as fundações e ONG’s favoráveis à livre iniciativa do capital, somos financiados com a boa vontade de empresas e pelo governo do Grande Irmão. Mas não existe almoço grátis. O império, por definição, anexa territórios. Com nosso afinco e denodo, teremos as capitanias hereditárias autorizadas pelo imperador.”
“Resumindo: caso as coisas saiam de controle, instalamos, preventivamente, uma ditadura militar a la Pinochet e torturamos e matamos os opositores de esquerda. Afirmaremos que é imprescindível para evitar o Apocalipse, ou seja, o povinho acreditar que tenha direito aos direitos. Com isso, enunciaremos o discurso do rico novamente: ‘cada um fica com o que tem’.”
“Jornalistas escrevem/falam o que os donos dos meios de comunicação determinam. Ao simular credibilidade para quaisquer litanias, o leitor de teleprompter faz carinhas previamente treinadas, conforme o script inserido na ‘notícia’.”
Think tanks patrocinados pelas Organizações Atraso fazem lobby para favorecer seus patrocinadores e colocar em postos governamentais operadores de seus interesses antissociais, antinacionais e antipopulares.”
“A Rede Atraso precisa ser bem remunerada para essas tarefas especializadas. Não existe almoço grátis.”
“A habilidade de levantar fundos dessas fundações não melhorou a vida das sociedades nas quais elas se instalaram, mas elas e seus financiadores ficaram cada vez mais prósperos. Afinal, é isso que importa!”
“Muito bem!”, assentem os diretores piguianos.
“Islamofobia, homofobia, misoginia, antivermelho e outros preconceitos mantêm a dupla de neurônio de analfabetos políticos intensamente preocupados e fanatizados.”
“Ao mesmo tempo, as ONG’s e fundações — que controlam esses descerebrados de camisa verde-amarela  — enriquecem em velocidade inimaginável.”
“Anauê!”
Os diretores piguianos repetem por mais de uma hora: “Anauê! Anauê! Anauê!”



OBSERVAÇÃO 1:

Confira o texto a que o Dr. Toicinho se refere e com o qual o documento acima dialoga:

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana. Por Lee Fang.


 OBSERVAÇÃO 2:

A expressão "libertários" só podemos comprendê-la como piada.



 

Confira:


 

Nazismo é de extrema-direita.

 

Culto à idiotia. Ou como entregar o mundo à insanidade

 

Doria, vai trabalhar!

 

Réu Bolsonaro é condenado pelo STJ

 

PCC - Primeiro Comando do Capital anuncia nos Classificados: Vende-se o Brasil.

 

Justiça burguesa apresenta: Sessão Comédia 3 – Remuneração módica. Kkkkkkkkkkkkkkk!

 





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